
“Quando contemplo o firmamento, obra de vossos dedos, a lua e as estrelas que lá fixastes”. (Sl 8.4) Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:
- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe quando nem ao menos sabes ler?
O crente fiel respondeu:
- Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele.
- Como assim? – indagou o chefe, admirado. O servo humilde explicou-se:
- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?
- Pela letra. – Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?
- Pela marca do ourives. O empregado sorriu e acrescentou:
- Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe, depois se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?
- Pelos rastros – respondeu o chefe, surpreendido.
Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e mostrando-lhe o céu, onde a Lua brilhava cercada por multidões de estrelas exclamou, respeitoso:
- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!
Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também. Deus, mesmo sendo invisível aos nossos olhos; deixa-nos sinais em todos os lugares… na manhã que nasce calma, no dia que transcorre com o calor do sol ou com a chuva que molha a relva… Ele deixa sinais quando alguém se lembra de você, quando alguém te considera importante… quando alguém lembra de te enviar um e-mail e diz a você o que de melhor poderia dizer:
DEUS TE ABENÇOE !
Fonte: Alma Missionária
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