Oração ao Sagrado Coração de Jesus
Jesus, Senhor do perdão,
fonte de paz e de graça
para os nossos corações.
Conforto dos pecadores,
alento de quem Vos reza,
força de quem Vos procura,
porque em Vós quer encontrar-se.
Nossas lágrimas são preces,
nossas lágrimas são gritos,
dizei, Senhor, à nossa alma:
Sou a tua salvação.
Quando a noite nos envolve,
ficai connosco, Senhor,
enchei de luz o silêncio
das nossas horas de sombra.
Jesus, bondade inefável,
nunca nos falte na vida,
Senhor, a Vossa clemência
e caridade infinita.
Jesus, nascido da Virgem,
nós Vos louvamos, cantando,
e sempre Vos louvaremos
na glória do vosso reino.
Concedei, Deus todo-poderoso, que, ao celebrar a solenidade do Coração do Vosso Amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do Vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos Vossos dons. Por Nosso Senhor.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Iraque: “Não enganem os cristãos!”
O Arquidiácono Emanuel Youkhana, coordenador da ajuda humanitária às famílias cristãs no Iraque, exigiu, numa conversa com a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, "que o mundo ocidental e o Governo iraquiano reconheçam que os cristãos são vítimas de ataques sistemáticos que visam fazê-los abandonar o país".
O Pe. Emanuel criticou o facto do Governo iraquiano negar isso e de que, na comunidade internacional, cada vez mais surjam vozes que afirmam que o terror "não se dirige aos cristãos, mas a todos". Também enfatizou que não é suficiente condenar o que aconteceu.
"A Constituição deve dar aos cristãos os mesmos direitos e não convertê-los em cidadãos de segunda ou terceira", exigiu o arquidiácono, acrescentando que também não basta "simplesmente limitar-se a proteger as igrejas, porque... o que acontece então com as escolas, com as casas, com a vida quotidiana?".
O presbítero disse que a vida dos cristãos sofre cada vez mais restrições e muitos só pensam em fugir. De um milhão de cristãos que havia, restam apenas cerca de 300 mil, afirmou.
Na sua opinião, a tarefa mais importante das Igrejas cristãs é infundir a confiança e esperança. "Mesmo antes que o país caísse, as pessoas desmoronaram psicologicamente. O país inteiro está traumatizado", explicou, ressaltando que as terapias para tratar dos traumas são especialmente importantes para crianças e jovens.
O arquidiácono vê a necessidade de reparar o dano social, resultado de guerras e conflitos internos violentos, e restaurar a consciência da dignidade humana.
Para ele, a Igreja tem um papel importante aqui, porque transmite uma mensagem de esperança e porque diz: "Não tenham medo!". No entanto, reconheceu que é importante também o apoio material, pois o próprio Jesus não se limitou a pregar, mas ajudou de forma concreta e material.
Na sua opinião, o futuro dos cristãos do Iraque não depende deles. O Governo iraquiano não faz nada e os cristãos estão "indefesos, mas não desesperados". O arquidiácono disse que a esperança não pode se basear em palavras, mas, no entanto, é importante que os meios de comunicação falem e informem sobre a situação dos cristãos.
A Igreja e as organizações como a Ajuda à Igreja que Sofre são um "forte apoio moral e material", mas a Igreja não dispõe dos recursos necessários para preparar toda a infra-estrutura ou para operar mudanças políticas. "Aqui, disse o Pe. Youkhana, os governantes têm de agir."
Alguns especialistas dizem que a contínua perseguição de cristãos no Iraque é a pior de todos os tempos. Algumas semanas atrás, uma célula iraquiana do grupo terrorista Al-Qaeda declarou a todos os cristãos do Oriente Médio "objetivos legítimos" de ataques. E os atentados e sequestros não param.
Departamento de Informação da Fundação AIS – info@fundacao-ais.pt
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