Recados para Orkut


SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, EU VOS AMO!

Oração ao Sagrado Coração de Jesus

Jesus, Senhor do perdão, fonte de paz e de graça para os nossos corações. Conforto dos pecadores, alento de quem Vos reza, força de quem Vos procura, porque em Vós quer encontrar-se. Nossas lágrimas são preces, nossas lágrimas são gritos, dizei, Senhor, à nossa alma: Sou a tua salvação. Quando a noite nos envolve, ficai connosco, Senhor, enchei de luz o silêncio das nossas horas de sombra. Jesus, bondade inefável, nunca nos falte na vida, Senhor, a Vossa clemência e caridade infinita. Jesus, nascido da Virgem, nós Vos louvamos, cantando, e sempre Vos louvaremos na glória do vosso reino. Concedei, Deus todo-poderoso, que, ao celebrar a solenidade do Coração do Vosso Amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do Vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos Vossos dons. Por Nosso Senhor.
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Quarta-feira da 7ª semana da Páscoa


Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Máximo, o Confessor (c. 580-662), monge e teólogo
Mistagogia, 1

«Para serem um só, como Nós somos»

A Igreja possui a marca e a imagem de Deus porque tem a mesma actividade que Ele. [...] Deus trouxe todas as coisas à existência por meio do Seu poder infinito, e contém-nas, reúne-as e circunscreve-as. Ele liga fortemente todos os seres, uns aos outros e a Si próprio, na Sua Providência. [...]

A Santa Igreja manifestará para connosco os mesmos efeitos que Deus, de Quem é imagem. Numerosos, quase inumeráveis, são os homens, as mulheres, as crianças, distintos uns dos outros, infinitamente diferentes por nascimento, traços, nacionalidade e língua, género de vida e idade, aptidões, costumes, hábitos, conhecimento, fortuna, carácter e relações. Mas todos nascem nesta Igreja e, pela sua obra, todos renascem para uma vida nova, recriados pelo Espírito Santo.

A todos, a Igreja deu [...] uma só forma, um só nome divino: ser de Cristo e ter o Seu nome. Ela dá também a todos uma maneira de ser única, que não permite distinguir as numerosas diferenças que existem entre eles [...], devido à reunião de tudo nela. É por eles, seus membros, que absolutamente ninguém fica separado da comunidade, uma vez que todos convergem uns para os outros, todos estão ligados pela acção do poder indivisível da graça e da fé. Está escrito que todos têm «um só coração e uma só alma» (Act 4,32) [...]; ser um só Corpo formado por membros tão diversos é realmente digno do próprio Cristo, que é a nossa verdadeira Cabeça (cf. Cl 1,18). O apóstolo Paulo diz: «N'Ele não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem e mulher, porque todos sois um só em Cristo Jesus» (Gl 3,28). [...] É assim, pois, que a Santa Igreja é feita à imagem de Deus, uma vez que realiza entre os crentes a mesma união que Deus realiza entre eles.

fonte: evangelho quotidiano

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Papa João Paulo II e Padre Werenfried


A Igreja deve dar a conhecer os grandes valores evangélicos de que é portadora; ora ninguém os testemunha mais eficazmente do que aquele que faz profissão de vida consagrada na castidade, pobreza e obediência, numa total doação a Deus e plena disponibilidade para servir o homem e a sociedade, segundo o exemplo de Cristo.

Papa João Paulo II

Redemptoris missio, 07.12.1990, Nr. 69

Queridos Amigos

Quaresma significa acompanhar Jesus que hoje sofre e age pela Igreja para a salvação de todos os homens.

Depois da guerra, dia e noite, chegavam à Alemanha milhões de refugiados das ditaduras comunistas do Leste da Europa. Atento, o Papa Pio XII seguia os dramáticos acontecimentos. Rezava pelos que tinham perdido tudo e pedia apoio aos fiéis.Mas não bastava. Queria uma ajuda ainda mais eficaz. Propuseram-lhe o nome de um monge norbertino: Werenfried van Straaten. Da sua abadia em Tongerlo, este monge pôs em marcha uma corrente de oração, fé, conversão e recolha de dinheiro, de roupa e de alimentos. Das várias campanhas nascerá a “Ajuda aos Padres do Leste”. Mais tarde, mudará de nome para “Ajuda à Igreja que Sofre”.

Toda a instituição é marcada pelas suas raízes. A AIS tem uma clara origem papal. A nossa terra-mãe é o coração paterno dos sucessores de São Pedro. O Padre Werenfried foi o extraordinário instrumento escolhido por Deus naquela situação. Com incansável energia e criatividade concretizou o pedido do Vigário de Cristo. Assim foi desde 1947. A breve trecho a história do século XX aceleraria vertiginosamente. Profeticamente, o beato João XXIII anunciou que a América Latina cairia nas mãos de seitas ou do marxismo se não se renovasse e aprofundasse a evangelização. A AIS concretizou o pedido. Depois, estendeu a sua actividade à Ásia e a África, apoiando centenas de bispos e legiões de missionários. Na difícil época pós conciliar, o importante para o Papa Paulo VI era preservar e aprofundar a fé nas regiões tradicionalmente católicas.

Colaborámos nisso de forma diversa. João Paulo II apontou novas necessidades e pediu-nos para ajudar, depois de ele próprio ter contribuído para a queda das ditaduras comunistas. Exortou-nos a apoiar a defesa da vida. E deu-nos um impulso ecuménico, sublinhando especialmente a aproximação à Igreja Ortodoxa Russa. A história é conhecida. Mas é sempre bom lembrar o essencial.

Numa manhã, tivemos uma audiência num círculo restrito, junto à grande Sala do Sínodo, no Vaticano. João Paulo II aproximou-se abrindo os braços.

Aproximei a cadeira de rodas do Padre Werenfried do Papa. Um momento de silêncio e um cumprimento mútuo. “Para a Ajuda à Igreja que Sofre o desejo do Santo Padre é uma ordem”, afirmou o norbertino com firmeza. Nesta Quaresma, que antecede a beatificação de João Paulo II por Bento XVI, estas palavras são um testamento.

Em Cristo e Maria abençoo-vos,

Padre Joaquín Alliende, Presidente da AIS Internacional

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Breve relato da vida de santo Tomás de Aquino


Santo Tomás de Aquino nasceu no Castelo Roccaseca, de nobre família, no ano de 1225.
Iniciou seus estudos em Monte Cassino e em Nápoles.

Mais tarde, ingressou na Ordem Dominicana, em Paris, onde completou os estudos. Passou quatro anos em Colônia, juntamente com Santo Alberto Magno, teólogo de excepcional conhecimento. Santo Tomás é considerado o maior teólogo da Idade Média. Seu pensamento exerce ainda grande influência nos estudos teológicos atuais.

Escreveu várias obras, sendo a mais conhecida e importante, lida e comentada ainda hoje, a SUMA TEOLÓGICA. Escreveu também Comentários Sagrada Escritura, Comentários ao Mestre das Sentenças, De Trinitate, De Veritatem e outros.

Santo Tomás de Aquino é chamado de Doutor Angélico, quer pelas suas múltiplas atividades pastorais – professor universitário, Consultor de sua Ordem junto à Santa Sé, pregador oficial e escritor – quer pelo seu exemplo de vida, cujo lema era “contemplar e transmitir o fruto da contemplação”.

Morreu quando regressava do Concílio de Lião, convocado pelo Papa Gregório X, em 7 de março de 1274.
Rezemos em seu dia pedindo a sua proteção para que possamos sempre servir a Deus na fidelidade a Cristo e à Igreja Católica.

Fonte: Amai-vos
In: aascj

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Onde vamos parar desse jeito? Mais uma ofensa a Santa Igreja Católica

Desta vez foram longe demais!
Uma campanha do Governo Espanhol ousou relacionar imagens da Sagrada Eucaristia com preservativos.
Na primeira parte da campanha, mostra-se um homem segurando uma hóstia com a seguinte legenda:
“Tome medidas”.
Na segunda parte, o mesmo homem, aparece segurando um preservativo com a seguinte legenda:
“Use-a”.
E sabe qual é o título oficial da campanha ?
“Bendita (termo imoral) que tira a Aids do mundo”.
Uma blasfêmia infame que visa golpear ainda mais o já ferido e ultrajado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria!
O vídeo é também uma agressão brutal a Santa igreja e a todos os que professam a Fé Católica, pois questiona a forma como o assunto sexo é tratado pela Igreja.
Parece que estamos muito próximos dos castigos previstos por Nossa Senhora de Fátima. Ataques e perseguições vem de todos os lados, mas não podemos desanimar, pois foi o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo quem proclamou:
“As portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja”.
Faça um grande gesto de reparação ao Coração de Maria, reze pela Igreja Católica, que estes ataques sirvam para fortalecermos nossa fé em Nossa Senhora e na
Santíssima Trindade, pois sabemos que já somos vencedores pela promessa de Cristo.

Acenda aqui uma vela de desagravo contra estas perseguições.
Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

*Fonte: Folha.Com/ADF

sábado, 13 de novembro de 2010

UM NOVO MODO DE SER IGREJA


O florescimento de novos movimentos, associações de fiéis e comunidades constitui um sinal e uma ajuda do Espírito à Igreja no tempo actual. Através deles, Deus derramou dons espirituais e dá indicações sobre a direcção que a Igreja deve seguir. São dons que devem servir a todo o povo de Deus e não apenas a quem os recebeu ou deles participa por uma adesão pessoal. Não é fácil compreender o que este fenómeno significa e não se consegue apreendê-lo à primeira vista. É preciso discernimento e talvez também tempo, para perceber o que Deus nos quer dizer e dar com estes rebentos novos que brotam na árvore bimilenar da santa Igreja.

Creio que na variedade dos dons e da sua concretização, Deus nos oferece alguns traços de um novo modo de ser Igreja, cuja fisionomia se verá somente no futuro. Antes de mais, a importância da experiência e da opção pessoal para se viver com entusiasmo a fé e pertencer à Igreja. Os movimentos e novas comunidades proporcionam às pessoas meios para vivenciarem pessoalmente a fé: pela escuta e vivência da Palavra de Deus, pela oração e adoração intensa e prolongada, por experiências espirituais, por vezes, radicais, pela partilha de vida e responsabilidades em grupo ou pequenas comunidades… Assim, as pessoas são levadas a fazerem uma opção pessoal de pertença e a comprometer-se imediata ou progressivamente.

A diversidade de carismas que está na base destas realidades eclesiais corresponde também às diferentes sensibilidades humanas, pelo que as pessoas podem aderir àqueles com os quais melhor se identificam. Uns orientam-se mais para a espiritualidade, outros para a devoção mariana, outros para a evangelização com meios modernos como a rádio ou a televisão ou com iniciativas de rua; há ainda os que se empenham no serviço aos mais necessitados, ou os que estão comprometidos na luta pela paz e na ajuda a quem sofre. Há os que promovem maior responsabilidade da mulher e os que se orientam para as elites culturais. O Espírito não se repete, é criativo e distribui os seus dons conforme as necessidades das pessoas, da Igreja e dos tempos.

Também no que se refere às formas de organização e de proporcionar a comunhão fraterna, há variedade: desde os que têm uma organização mínima e geram grupos por todos o lado, semelhantes entre si no espírito e no estilo mas autónomos no seu funcionamento e finalidades específicas, aos que têm uma estrutura bem definida; dos que são mistos, possibilitando a convivência e cooperação entre homens e mulheres, aos que se organizam com base na diferenciação sexual, embora admitam alguma colaboração para as finalidades da organização; há os que constituem comunidades com residência comum ou os que promovem mais encontros de grupos ou grandes assembleias, valorizando menos a vida comunitária.
Um outro aspecto é a distribuições de responsabilidades. Há os que se centram na autoridade e ministério dos sacerdotes e os que são liderados por leigos, limitando de certo modo o serviço dos presbíteros a determinados aspectos litúrgicos e espirituais. Desenvolvem-se, por outro lado, sobretudo em alguns dos movimentos e novas comunidades, novas formas de ministérios assumidos por leigos na administração de bens, na animação de grupos, na evangelização e na condução da oração, no aconselhamento, etc.

Tenho a intuição de que nas novas realidades carismáticas está a germinar um novo modo de ser Igreja, incarnando provavelmente a visão que emergiu do Concílio Vaticano II. Mas é pela força do Espírito Santo que se vai desenhando essa nova configuração. Ela desce do Céu, embora seja edificada na terra com o contributo e as marcas dos talentos e das limitações dos homens. Como o foi ao logo da sua história, a Igreja continua a ser uma realidade divina e humana em transformação: o futuro não será como o passado, embora o integre e se fundamente nele. A Igreja é de Deus, lembremo-nos bem, mas conta também connosco para lhe pertencermos e a construirmos, em ordem à sua missão divina no mundo.
IN: Canção Nova

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A BARCA E A PESCA


Entre as imagens que exprimem a Igreja há a da barca e da pesca. Tem raízes evangélicas. No Evangelho de São Lucas (5, 1-11) há um episódio sugestivo e simbólico para significar a Igreja e a sua missão no mundo. A barca que sulca o mar representa a Igreja que navega no mundo. É frágil e está sujeita às investidas das ondas e ao perigo de naufrágio. É assim a Igreja no mundo. Ele também experimenta o fracasso, o vazio, os momentos críticos e de desânimo, sobretudo quando se guia somente pelas suas forças e ideias humanas, deixando de prestar a máxima atenção ao seu Senhor, a Jesus, a quem ela pertence.

Os pescadores representam todos os membros da Igreja. Todos entram nela e assumem tarefas diferenciadas, para o bom êxito da pesca. Jesus também vai na barca.

Pode estar adormecido, parecer longe da faina e nem se aperceber da instabilidade da barca. A sua presença, no entanto, é real e sempre convite à fé, a agir com o coração fixo em Deus e no poder da sua graça. Jesus é, na realidade, quem orienta a barca. Ele usa-a também para ensinar a multidão a partir dela, comunicando a palavra de Deus que ilumina, aquece e move a vida das pessoas. Ele é quem ordena a Simão para conduzir a barca para o mar de águas profundas e aí lançar de novo as redes. O pescador obedece, acolhe o desafio, embora a sua experiência e saber das artes da pesca lhe dissessem que a probabilidade de uma boa pesca não existia naquele dia e naquela hora. Acabou por ficar surpreendido com o resultado: nunca pescara em tanta abundância. Foi o maior sucesso profissional da sua vida.

Simão percebe então que, com Jesus, a sua vida teria novas possibilidades. E aceita o seu convite para ser “pescador de homens”. É a missão não apenas dele mas de toda a Igreja. Não se trata de viver e agir simplesmente ao nível dos homens, de seguir o bom senso ou a sabedora humana. Quem define a missão da Igreja, os caminhos e os meios para a realizar não são simplesmente os homens, mas Cristo e o Espírito Santo. Há hoje, tanto fora como dentro da Igreja, quem pretenda ensinar-lhe o que deve fazer, o que pode ensinar, como se deve organizar, qual o rumo a tomar, o estilo de vida a incarnar. Por tal caminho, a Igreja reduzir-se-ia a organização simplesmente humana e deixaria de ser a comunidade de Jesus, a barca onde ele viaja e a dirige.

Não há só a barca de Simão, há pelos menos outra, cujos pescadores são chamados a colaborar na recolha da abundante pesca, enchendo-se também. Esta diversidade de barcas evoca as múltiplas Igrejas, ou dioceses, que compõem a Igreja universal. Todas elas, em comunhão e colaboração, realizam a missão comum confiada por Jesus a todos e em todo o tempo.

A nova missão que Jesus confia a Simão, e nele à Igreja, é a de se tornar “pescador de homens”. Que significa? Que, através do Evangelho e da sua adesão na fé, o Reino de Deus pode chegar como dom e graça a todos. É a salvação, como experiência espiritual de transformação da própria vida. Através da Igreja, Deus quer revelar-se a todos os homens, convidá-los a entrar em comunhão com Ele e a viver o que oferece a cada um e a todos. A salvação é esperança e ajuda para a vida no tempo e promessa de plenitude na eternidade. A oferta de Deus é gratuita e dirigida à liberdade de cada pessoa. Neste sentido, a “pesca de homens” é bastante diferente da pesca de peixes, pois não é para se apossar deles e os comer, mas para oferecer uma nova vida aos homens e possibilitar-lhes a comunhão.

Mas, pensando bem, na pesca dos homens para a vida cristã também há morte, que é a transformação espiritual pela participação na morte e ressurreição de Jesus. O baptismo, que recebe o novo fiel de Jesus Cristo, é um morrer para o “homem velho” e um para uma vida nova, unindo-se a Jesus Cristo. É através desse banho regenerador que o cristão entra na barca da Igreja e participa da sua vida e missão.

Padre Jorge Guarda

In: cancão nova

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

MARIA, AURORA DA IGREJA TRIUNFANTE


A Igreja é constituída por homens e mulheres chamados a participarem da vida
de Deus como Seus filhos adoptivos. Caminha para a meta eterna empenhada em
corresponder à sua vocação divina. Dirige-se “para fora do tempo”, para a morada
eterna de Deus. A Virgem Maria, que é membro da Igreja e exerce em relação a ela a
maternidade espiritual, tornou-se, após a sua assunção ao Céu, “a aurora e a imagem
da Igreja triunfante, sinal de consolação e esperança” para o povo de Deus peregrino
no mundo. Na solenidade da Assunção, a liturgia da Igreja exalta e convida-nos a
contemplar a Virgem Maria como “a Rainha do Céu, à direita de Deus, ornada do
ouro mais fino”. Ela experimentou de um modo privilegiado a ressurreição: Deus não
quis “que sofresse a corrupção do túmulo Aquela que gerou e deu à luz o Autor da
vida”, Jesus Cristo, e por isso levou-a para junto de Si.
O Livro do Apocalipse (11,19-12,10), sob a figura de uma mulher que está para ser
mãe perante a ameaça de um monstro que lhe quer devorar a filho, representa o povo
de Deus, cujos filhos gerados pelo baptismo são salvos por Deus. Como a mulher em
trabalhos de parto é muito vulnerável, assim a Igreja, que tem em si mesma a graça
de Deus, é, na sua humanidade, muito vulnerável e pode perder os seus filhos. Há,
na imagem da mulher que está para ser mãe, uma realidade do tempo, mas também
representa a condição gloriosa da Virgem Maria, que colabora com a Igreja na
geração para a fé de novos filhos de Deus, que contudo estão sob a ameaça das forças
do mal.
A Virgem Maria na glória do Céu beneficia da vitória de Cristo sobre a morte.
Atingiu a plenitude da vida. Torna-se então o espelho do cristão e da Igreja: o que
ela já vive por graça especial de Deus é concedido também a cada cristão, no seu
baptismo. Assim o afirma S. Paulo: “Deus, que é rico em misericórdia, pelo amor
imenso com que nos amou, precisamente a nós que estávamos mortos pelas nossas
faltas, deu-nos a vida com Cristo – é pela graça que vós estais salvos – com Ele
nos ressuscitou e nos sentou no alto do Céu, em Cristo. Pela bondade que tem para
connosco, em Cristo Jesus, quis assim mostrar, nos tempos futuros, a extraordinária
riqueza da sua graça.” (Ef 2. 4-7). Em Maria, portanto, vemos o que já somos e o que
havemos de ser no futuro, pela graça de Deus, quando Ele nos ressuscitar da morte e
nos fizer viver na sua morada por toda a eternidade. A nossa devoção a Maria ajuda-
nos a manter actualizado o dom divino e a viver dele enquanto caminhamos no tempo.
Como em Maria também em nós, a fé em Deus e a adesão generosa ao cumprimento
da sua palavra é a porta aberta para os dons divinos.
A oração da missa da Assunção refere que Maria é “a aurora e a imagem da Igreja
triunfante”. É o começo do triunfo da Igreja, pois a mão de Jesus também pertence ao
povo de Deus, é Igreja. Ela, que já acabou a sua peregrinação terrestre, mostra o que a
Igreja pode esperar em todos aqueles seus membros que cessam a sua passagem pelo
mundo e partem para a eternidade, os santos. Todos esses já participam da mesma
glória junto de Maria, constituindo a Igreja triunfante.
A narração da Visitação diz-nos o que podemos esperar de Maria como ajuda para
a nossa vida: a sua presença foi para Isabel e para o menino que gerava no seu seio
bênção e paz de Deus. Assim o é para cada cristão e também para a Igreja. A bênção
de Deus é força que nos protege e nos torna capazes de vencer as ameaças deste
mundo que encontramos no caminho da vida. E a Igreja será instrumento e canal para
que as graças de Deus se comuniquem aos homens.
A mesma narração, pela boca de Isabel, revela-nos que acreditar em Deus e na
sua Palavra nos permite experimentar a graça de Deus como protecção e auxílio.

Acreditar significa escutar Deus e viver como Ele nos diz. Quer dizer confiar mais
em Deus do que no mundo ou do que em nós mesmos. Então realizam-se as suas
maravilhas na nossa vida, como se verificaram em Maria, a últimas das quais é a
sua elevação ao Céu para participar plenamente na vida de Deus, vencendo o último
inimigo do homem, a morte, como diz S. Paulo na carta aos Coríntios (cf 15, 20-27).
A Igreja, caminhando na fé e obedecendo à palavra de Deus, vence o pecado e dá
sempre mais espaço à presença e acção da graça divina. Assim vai sendo preparada
para a vitória final sobre todo o mal e sobre a morte, quando entrar na glória eterna
e se tornar plenamente “a rainha do Céu”, a “esposa de Cristo”, a “cidade do Deus
vivo”.

Padre Jorge Guarda/Canção Nova

sábado, 30 de outubro de 2010

MINISTÉRIO E MINISTÉRIOS NA IGREJA


Como em todo o grupo, associação ou sociedade humana, também a Igreja tem a sua liderança. Esta vem de Jesus e tem nele o seu fundamento e referência permanente. Jesus chamou e congregou os seus apóstolos. Ele foi sempre o seu líder, mestre, animador, aquele que manteve coeso o grupo e o preparou para dar continuidade à missão recebida do Pai impulsionada pelo Espírito Santo. Ainda com Jesus, o grupo dos discípulos conheceu um princípio de organização: Pedro aparece como porta-voz dos outros, Judas era uma espécie de administrador dos bens comuns e João vivia uma proximidade particular em relação ao Mestre. O próprio Jesus reconhece a liderança de Pedro e confia-lhe a tarefa de confirmar os outros.

A todos os discípulos, com o gesto do lava-pés, Jesus deixou claro que o serviço mútuo fraterno deveria constituir a sua característica marcante, aquela que testemunharia a existência do amor entre eles. Jesus disse-lhes ainda que entre eles não deveria acontecer como nas sociedades, onde os que têm poder exercem domínio sobre os outros. Entre os discípulos, na comunidade cristã e na Igreja, todos são irmãos, daí a igualdade fundamental entre eles; e a autoridade é entendida como serviço fraterno, como ajuda por amor. A comunidade cristã deverá, portanto, ser toda ela ministerial, onde todos se ajudam uns aos outros. A palavra ministério tem o mesmo significado que serviço.

Após a morte e ressurreição de Jesus, é Pedro quem assume claramente a liderança do grupo dos apóstolos e da comunidade mais ampla dos discípulos. Ele não sucede a Jesus nem o substitui, age em seu nome e na dependência dele. Jesus permanece a autoridade principal da Igreja, e os seus apóstolos exercem a missão de seus colaboradores e testemunhas. Eles anunciam o Evangelho de Jesus, administram o baptismo, impõem as mãos para invocar o dom do Espírito sobre os novos discípulos ou para confiar a alguns uma missão especial na comunidade. À medida que a Igreja cresce, também se vai configurando nela o sentido do ministério, isto é, do serviço espiritual, da liderança e da autoridade. Vão-se também organizando e diversificando as responsabilidades confiadas àqueles que depois passarão a ser designados como bispos, presbíteros e diáconos, como se pode ler, por exemplo, nas cartas de S. Paulo a Timóteo e a Tito. Mas, alem destes, o Apóstolo menciona vários outros ministérios.

O ministério na Igreja vem, portanto, de Jesus, através dos apóstolos, numa continuidade histórica. O próprio Jesus afirmou a dependência dele ao dizer aos apóstolos: “Quem vos ouve a Mim ouve, quem vos despreza a mim despreza”. E estas palavras valem também para quantos, hoje, desempenham o ministério ordenado na Igreja. Ele é desempenhado por pessoas humanas que, segundo cremos, são chamadas por Jesus, confirmadas pelos pastores da Igreja e ungidas pelo Espírito Santo mediante o sacramento da Ordem. Bispos, presbíteros e diáconos exercem na Igreja, nos seus diversos níveis, serviços estruturantes para promover a comunhão e o crescimento das comunidades cristãs.

Mas há ainda outros serviços importantes para a vida e a missão da Igreja, exercidos por diferentes fiéis impelidos pela graça do Baptismo e da unção com o crisma, e animados frequentemente por dons do Espírito. São serviços ligados ao anúncio e testemunho do Evangelho, à prática da oração e à promoção do crescimento espiritual nos irmãos, à assistência caritativa nas necessidades dos homens e das mulheres, à dinamização de grupos ou iniciativas, à administração e à partilha de bens nas comunidades, etc. Todos eles são importantes para fortalecimento e crescimento da Igreja. São ministérios, por vezes, instituídos ou confiados oficialmente, ou então simplesmente exercidos de facto.

Se o ministério ordenado é estrutural para a Igreja, os ministérios laicais são fundamentais para a vitalidade do corpo eclesial e para irradiar o seu testemunho no mundo. É através de ambos que se configura a comunidade eclesial toda ela ministerial, dinâmica na prática do serviço, como expressão de amor, quer entre os seus membros quer em relação aos outros homens e mulheres no mundo.
IN: Canção Nova

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A FAMÍLIA, “SANTUÁRIO DA VIDA”


As lições da Sagrada Família
O Papa João Paulo II, na “Carta às Famílias”, chamou à família “Santuário da vida” (CF, 11). Santuário quer dizer “lugar sagrado”. É ali que a vida humana surge como que de uma nascente sagrada, e é cultivada e formada. É missão sagrada da família: guardar, revelar e comunicar ao mundo o amor e a vida.

O Concílio Vaticano II já a tinha chamado “a Igreja doméstica” (LG, 11) na qual Deus reside, é reconhecido, amado, adorado e servido; nele também foi ensinado que: “A salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (GS, 47).

Jesus habita com a família cristã. A presença do Senhor nas Bodas de Caná da Galileia significa que o Senhor “quer estar no meio da família”, ajudando-a a vencer todos os seus desafios; e Nossa Senhora ali o acompanha com a sua materna intercessão.
Desde que Deus desejou criar o homem e a mulher “à sua imagem e semelhança” (Gen 1,26), Ele os quis “em família”. Por isso, a família é uma realidade sagrada. Jesus começou a sua missão redentora da humanidade na Família de Nazaré. A primeira realidade humana que Ele quis resgatar foi a família; Ele não teve um pai natural aqui, mas quis ter um pai adoptivo, quis ter uma família, e viveu nela trinta anos. Isto é muito significativo. Com a presença de Jesus na família – Ele sagrou todas as famílias.

Conta-nos São Lucas que após o encontro do Senhor no Templo, eles voltaram para Nazaré “e Ele era-lhes submisso” (cf. Lc 2,51). A primeira lição que Jesus nos deixou na família é a de que os filhos devem obedecer aos pais, cumprindo bem o Quarto Mandamento da Lei. Assim se expressou o Papa João Paulo II:
“O Filho unigénito, consubstancial ao Pai, ‘Deus de Deus, Luz da Luz’, entrou na história dos homens através da família” (CF, 2).

Ao falar da família no plano de Deus, o Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que ela é “vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua actividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai” (CIC, 2205). E na sua mensagem de Paz, do primeiro dia do Ano Novo (2008) o Papa Bento XVI deixou claro que sem a família não pode haver paz no mundo.

E o Papa fez questão de ressaltar que família é somente aquela que surge da união de um homem com uma mulher, unidos para sempre, e não uma união homossexual que dá origem a uma falsa família.

“A família é a comunidade na qual, desde a infância, se podem assimilar os valores morais, em que se pode começar a honrar a Deus e a usar correctamente da liberdade.
A vida em família é iniciação para a vida em sociedade” (CIC, 2207).

A Família de Nazaré sempre foi e sempre será o modelo para todas as famílias cristãs. Acima de tudo, vemos uma família que vive por Deus e para Deus; o seu projecto é fazer a vontade de Deus. A Sagrada Família é a escola das virtudes por meio da qual toda pessoa deve aprender e viver desde o lar.

Maria é a mulher docemente submissa a Deus e a José, inteiramente ao serviço do Reino de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra” (Lc 1,38). A vontade dela é a vontade de Deus; o plano dela é o plano de Deus. Viveu toda a sua vida dedicada ao Menino Deus, depois ao Filho, Redentor dos homens, e, por fim, ao serviço da Igreja, a qual o Redentor instituiu para levar a salvação a todos os homens.
José era o pai e esposo fiel e trabalhador, homem “justo” (Mt 1, 19), homem santo, pronto a ouvir a voz de Deus e a cumpri-la sem demora. Foi o defensor do Menino e da Mãe, os tesouros maiores de Deus na Terra. Com o trabalho humilde de carpinteiro deu sustento à Família de Deus, deixando-nos a lição fundamental da importância do trabalho, qualquer que seja este.
Em vez de escolher um pai letrado e erudito para Jesus, Deus escolheu um pai pobre, humilde, santo e trabalhador braçal. José foi o homem puro, que soube respeitar o voto perpétuo de virgindade da sua esposa, segundo os desígnios misteriosos de Deus.
A Família de Nazaré é para nós, hoje, mais do que nunca, modelo de unidade, amor e fidelidade.

Mais do que nunca a família hoje está a ser destruída na sua identidade e nos seus valores. Surge já uma “nova família” que nada tem a ver com a família de Deus e com a Família de Nazaré.

As mazelas da nossa sociedade –, especialmente as que se referem aos nossos jovens: crimes, roubos, assaltos, sequestros, bebedeiras, drogas, homossexualismo, lesbianismo, enfim, os graves problemas morais e sociais que enfrentamos, – têm a sua razão mais profunda na desagregação familiar a que hoje assistimos, face à gravíssima decadência moral da sociedade.
Como será possível, num contexto de imoralidade, insegurança, ausência de pai ou mãe, garantir aos filhos as bases de uma personalidade firme e equilibrada e uma vida digna, com esperança?
Como será possível construir uma sociedade forte e sólida onde há milhares de “órfãos de pais vivos”? Fruto da permissividade moral e do relativismo religioso do nosso tempo, é enorme a percentagem dos casais que se separam, destruindo as famílias e gerando toda a sorte de sofrimento para os filhos. Muitos crescem sem o calor amoroso do pai e da mãe, carregando consigo esta carência afectiva para sempre.

A Família de Nazaré ensina ainda hoje que a família destes nossos tempos pós-modernos só se poderá reencontrar e salvar a sociedade se souber olhar para a Sagrada Família e copiar o seu modo de vida: serviçal, religioso, moral, trabalhador, simples, humilde, amoroso…
Sem isto, não haverá verdadeira família e sociedade feliz.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Missão Nova Vida


Embora há muitos Cristãos hoje, vemos que muitos deles só vão à igreja aos Domingos, e isto não aclara o padrão e a Palavra de salvação não é achada em os seus corações. Mas Jesus disse, "Bem seguramente, digo a você, a menos que uma pessoa nasça da água e do Espírito, ele não pode entrar o reino de Deus" (João 3:5).

O que é nascer novamente aqui? Nascer novamente não é só desistir de uma vida pecaminosa e começar uma nova vida depois que acreditar em Jesus, como a maioria das pessoas pensam. Embora isto seria bom, isto em si não faz nascer novamente, nem terá como salvar. Quando a Bíblia conta-nos que nós devemos nascer novamente da água e do Espírito, significa que os "pecadores devem arrepender-se, devem acreditar no batismo de Jesus e no sangue da Cruz, e assim receber a remissão dos pecados nos seus corações e torna-se justo " Em outras palavras, significa nascer de cima. Isto não é uma mudança que vem do ser humano, mas é uma transformação que vem de Deus.


Em 1João 5:6-7, a Bíblia diz, "Ele é quem adquiriu água e sangue - Jesus Cristo; não só por água, mas por água e sangue. E é o Espírito é o que testemunha, porque o Espírito é a verdade. Há três testemunhas no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um "veio a esta terra por água e por sangue. Jesus nasceu encarnado no corpo da Virgem Maria na carne de homem, e quando completou 30, foi batizado por João Batista no Rio Jordão. O trabalho de salvação que nos faz nascer novamente da água e do Espírito começou com o nascimento de Jesus, e pelo modo como lavou os pecados do mundo por receber Seu batismo de João Batista, o representante da humanidade, no Rio Jordão.

Sabemos muito bem que Jesus foi condenado em nosso lugar por derramar Seu sangue na Cruz. Mas por quê Jesus, o próprio Deus em pecados, teve que suportar esta condenação na Cruz? Há causas e efeitos em todas coisas. Que Jesus morreu na Cruz para nossos pecados muito proximamente está relacionado ao acontecimento de Seu batismo, quando foi batizado por João Batista no Rio Jordão, era uma forma de nos colocar em suas mãos. O Apóstolo Pedro disse em 1 Pedro 3:21 que aquele batismo é um modelo que nos salva. Isso significa que Jesus veio pelo batismo e pela cruz.

FONTE: Conhecer Deus

terça-feira, 29 de junho de 2010

Sobre esta pedra, edificarei a Minha Igreja


S. Pedro e S. Paulo
Todos os apóstolos são «pilares da terra» (Sl 74,4), mas são-no em primeiro lugar os dois cuja festa celebramos. Eles são os dois pilares que conduzem a Igreja, através dos seus ensinamentos, da sua oração e do exemplo da sua perseverança. Estes pilares foram alicerçados pelo próprio Senhor. Inicialmente, eram fracos e não eram capazes de guiar, nem a si próprios, nem aos outros. E aqui aparece o grande desígnio do Senhor: se tivessem sido sempre fortes, poder-se-ia pensar que a sua força vinha deles. O Senhor, antes de os fortalecer, também quis mostrar aquilo de que eram capazes, para que todos soubessem que a sua força vem de Deus.

O Senhor é que fundou estes pilares da terra, ou seja, da Santa Igreja. É por isso que devemos louvar com todo o coração os nossos santos pais, que suportaram tantos tormentos pelo Senhor e que perseveraram com tanta força. Perseverar na alegria, na prosperidade e na paciência não vale grande coisa. Grande é aquele que é apedrejado, chicoteado, agredido por amor a Cristo, e em tudo isso persevera com Cristo (2Cor 11, 25). É grande ser amaldiçoado e abençoar com São Paulo [...], ser como a escória do mundo e disso tirar glória (1Cor 4, 12-13). [...] E que dizer de São Pedro? Mesmo que nada tivesse suportado por Cristo, bastava ter sido crucificado por Ele para o festejarmos até hoje. A cruz foi a sua estrada.

Fonte: Evangelho quotidiano