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SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, EU VOS AMO!

Oração ao Sagrado Coração de Jesus

Jesus, Senhor do perdão, fonte de paz e de graça para os nossos corações. Conforto dos pecadores, alento de quem Vos reza, força de quem Vos procura, porque em Vós quer encontrar-se. Nossas lágrimas são preces, nossas lágrimas são gritos, dizei, Senhor, à nossa alma: Sou a tua salvação. Quando a noite nos envolve, ficai connosco, Senhor, enchei de luz o silêncio das nossas horas de sombra. Jesus, bondade inefável, nunca nos falte na vida, Senhor, a Vossa clemência e caridade infinita. Jesus, nascido da Virgem, nós Vos louvamos, cantando, e sempre Vos louvaremos na glória do vosso reino. Concedei, Deus todo-poderoso, que, ao celebrar a solenidade do Coração do Vosso Amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do Vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos Vossos dons. Por Nosso Senhor.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Fiéis Defuntos


Para muitas pessoas, o dia de finados é uma data triste, que deveria ser excluída do calendário. Muitos, nesse dia, ficam deprimidos ao recordarem os seus entes queridos que partiram desta vida. Alguns isolam-se, outros viajam para esconder suas mágoas... Porém, poucos conseguem ver que o dia de finados deve ser um momento de reflexão acerca de como anda a nossa conversão. Deve ser um dia de "fecho para balanço", daqueles em que se pára tudo, totalizam-se os lucros e os prejuízos e promete-se e permite-se vida nova.

Não podemos esquecer-nos de que um dia estaremos também partindo desta vida. Não podemos ignorar isso pois, como um ladrão na noite, como diz o Evangelho, esse dia chegará. Felizes aqueles que foram "apanhados" em oração, com os Sacramentos em dia.

Muitas pessoas lamentam a "perda" de um pai ou uma mãe e esquecem-se de que eles fizeram apenas uma viagem distante e que estão esperando por nós. Partiram quando o Pai, transbordando de saudades, gritou: - Filho(a), há quanto tempo estás aí! Volta para casa! - e assim foi feito.

Muitos, porém, desses que lamentam a perda de um ente querido, ao invés de serem verdadeiramente santos para, um dia, voltarem a encontrar-se com seus parentes e amigos que partiram desta vida, tomam um outro rumo, ora distanciando-se de Deus e da Sua Igreja ora vivendo uma fé morna, como diz Jesus.

Não percebem que, ao fazer isso, desperdiçam a única oportunidade que têm de rever essas pessoas. É uma pena...

Neste dia 2 de Novembro, que possamos verdadeiramente rever os nossos sonhos, a nossa vida, a nossa fé e, pela glória de Deus, mudar de rumo, se necessário for.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Breve relato da vida de santo Tomás de Aquino


Santo Tomás de Aquino nasceu no Castelo Roccaseca, de nobre família, no ano de 1225.
Iniciou seus estudos em Monte Cassino e em Nápoles.

Mais tarde, ingressou na Ordem Dominicana, em Paris, onde completou os estudos. Passou quatro anos em Colônia, juntamente com Santo Alberto Magno, teólogo de excepcional conhecimento. Santo Tomás é considerado o maior teólogo da Idade Média. Seu pensamento exerce ainda grande influência nos estudos teológicos atuais.

Escreveu várias obras, sendo a mais conhecida e importante, lida e comentada ainda hoje, a SUMA TEOLÓGICA. Escreveu também Comentários Sagrada Escritura, Comentários ao Mestre das Sentenças, De Trinitate, De Veritatem e outros.

Santo Tomás de Aquino é chamado de Doutor Angélico, quer pelas suas múltiplas atividades pastorais – professor universitário, Consultor de sua Ordem junto à Santa Sé, pregador oficial e escritor – quer pelo seu exemplo de vida, cujo lema era “contemplar e transmitir o fruto da contemplação”.

Morreu quando regressava do Concílio de Lião, convocado pelo Papa Gregório X, em 7 de março de 1274.
Rezemos em seu dia pedindo a sua proteção para que possamos sempre servir a Deus na fidelidade a Cristo e à Igreja Católica.

Fonte: Amai-vos
In: aascj

terça-feira, 19 de outubro de 2010

“A fé é a certeza das coisas que não se vê! (Hebreus 11:1)”


Deus mandou que se colocasse a imagem de dois Querubins na arca, mas não mandou que se ajoelhasse diante delas. Quando as pessoas começaram a dar muita importância a imagem da serpente, Deus ordenou que a destruissem (2 Reis 18:4).

Pergunta-se: se a fé é a certeza das coisas que não se vê, porque precisamos de alguma imagem, inclusive de pessoas ja falecidas (santos), para nos chegarmos a Deus.

* Resposta

A certeza que deriva da Fé não contradiz a matéria e nem é por esta diminuída. Muito pelo contrário, é reforçada!

Nosso Senhor não precisava dos milagres, mas usava-os para reforçar a Fé de pessoas que nem sempre a tinham em abundância. A frase do centurião romano, que disse a Nosso Senhor “basta uma palavra…”, deixa-nos muito claro que a distância física, assim como a matéria, não limita o poder de Deus.

Entretanto, o mesmo Jesus Cristo usava da matéria para seus milagres, como, por exemplo, na cura de cegos em que ele misturava a saliva e a terra.

Ora, é claro que Nosso Senhor não precisava da matéria, mas ele nos fez com corpo e alma. E mais, nos prometeu a ressurreição da matéria!

Se, por acaso, fosse idolatria fazer imagens, Deus não teria ordenado que se fizessem imagens em outras passagens das Sagradas Escrituras! O que se proíbe é tomar a matéria – ou o santo – como Deus!

Os Judeus, muito próximos dos povos pagãos idólatras, eram muito propensos à idolatria (basta lembrar o episódio do Monte Sinái e do “bezerro de ouro”). Para evitar que esse povo, até então “povo eleito”, prevaricasse, houve uma proibição expressa de se fazer imagens.

Mas a tradição da Igreja – e o próprio estudo do texto bíblico – deixa claro que a proibição é de idolatria e não de se fazer qualquer imagem, pois, como já dito, o próprio Deus ordenou que se fizessem imagens em outras passagens.

O ato exterior de genuflexão não é decisivo. O problema é o ato interior de adoração ou veneração.

Quando se dobra o joelho diante de um “bezerro de ouro”, tomando-o como divino, como um dos deuses pagãos, é claro que se trata de uma idolatria. Por outro lado, quando se dobram os joelhos diante das virtudes de um S. Paulo, que pôde dizer “já não sou eu quem vive, mas Cristo quem vive em mim”, o ato não é de adoração, pois ninguém acredita que S. Paulo seja um “deus”, mas de veneração!

Fonte: Frente Universitária Lepanto

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Chamados para o céu


Educar para o céu significa uma visão diferente, uma forma de ver a vida de forma diferente neste mundo. Nós cristãos olhamos para o mundo de uma forma diferente, que é pela fé.

O Papa Bento XVI, para a Jornada Mundial das Juventude 2011, em Madrid, escolheu como tema um versículo da Carta de São Paulo aos Colossenses 2, 6-7: "Assim como acolhestes Cristo Jesus, o Senhor, assim continuai caminhando com ele. Continuai enraizados nele, edificados sobre ele, firmes na fé tal qual vos foi ensinada, transbordando em acção de graças".

O Santo Padre fala-nos de vigor, de firmeza, de estar firmes na saúde. Mas na fé todos nós - inclusive os adultos - precisamos de estar firmes, no entanto, muito mais os jovens, porque uma árvore que está a crescer se não tem raiz cai facilmente.

Diz o Papa: “O jovem não quer saber tanto de estabilidade, o jovem quer o desafio, o jovem quer o heroísmo, o jovem quer uma vida grande, ele não quer esta comodidade”.

Bento XVI fala de uma juventude que estava vendo um mundo louco, vendo Hitler - com os seus seguidores - levar milhões de pessoas para os campos de concentração. Até ele teve de entrar na Juventude Nazista - porque era obrigado - mas ele nunca lutou na guerra, fazia mais um trabalho braçal. A família dele era contra o regime nazista, por isso, teve de fugir para uma cidade distante, para não sofrer os danos do regime [nazista], por isso, Bento XVI afirma que "nós jovens queríamos ir contra tudo isto".

E os jovens, como estão? Será que os jovens sonham com algo realmente grande, com algo heróico? Olhando para a juventude, vemos que muitíssimos rapazes e raparigas, já no início da sua vida, estão envelhecidos, já têm um coração envelhecido porque deixaram de sonhar. Os rapazes e as raparigas não sonham e estão fechados em si mesmos porque não esperam mais nada da vida, visto que na nossa sociedade liberal eles podem experimentar tudo: droga, sexo, com um governo que deseduca os jovens colocando camisinhas nas escolas.
Todos nós temos uma vocação para algo grandioso. A virtude que nos lança para este algo grandioso é a magnanimidade, ou seja, nós somos chamados para algo sublime, para algo mais. Mas, infelizmente, vemos o contrário, os jovens estão contentes e felizes em serem “animaizinhos”, porque o termo de comparação que os nossos educadores lhes colocam, é que somos todos animais, não passamos de macacos que perderam pêlo e ganharam um pouco mais de cérebro.

Os animais fazem o que lhes vem à mente, ao instinto. Mas nós não somos escravos desta animalidade, fomos feitos para uma liberdade maior, para uma aventura para a qual nenhum animal ou ser vivo desta terra foi feito, porque fomos feitos para a aventura de amar, fomos feitos para Deus. Quando vemos aquele Homem pregado na cruz, vemos o quê? Vemos ali o amor.
O Papa, ousadamente, afirma que somente em Jesus Cristo encontramos a verdadeira vocação para o amor. O Papa tem a ousadia de declarar isto numa pluralidade de religiões que dizem que toda a religião salva, que cada um deve "ficar na sua". Sua Santidade afirma: "Não! Só Jesus [salva]!"
Todo o jovem que tem um coração juvenil sabe que tem uma vida inteira pela frente, sabe que é chamado a algo superior, por isso é triste ver assim a juventude envelhecida, acanhada, porque os jovens estão sem fibra. Encontramos jovens com 15 nos de idade deprimidos, e isto não existia antes. Há clínicas psiquiátricas cheias de jovens deprimidos, doentes e desiludidos. Tanto na escola como no gang ou no grupo do qual faz parte, ele recebeu uma promessa de felicidade falsa. Porque o pecado promete algo que ele não é capaz de realizar.
Nós poderíamos até "processar" satanás, deveríamos levar o diabo ao Tribunal, porque ele [diabo] promete algo que não pode dar, ele promete felicidade, mas o que vem é a tristeza. Falsa felicidade: "Faça sexo e vai ser feliz", ensina ele. E o jovem faz sexo com a namorada e não encontra a felicidade. Daí ele pensa: "Acho que se eu o fizer com outro rapaz eu serei feliz". Depois faz sexo com outro rapaz e também não encontra a felicidade; então faz sexo grupal e também não a encontra. Daí ele acha que falta uma droga, ele experimenta tudo e, no final, está velho e desiludido, porque lhe prometeram uma felicidade neste mundo, mas, neste mundo, não existe felicidade plena. Este mundo não é capaz de nos dar felicidade. Quando tu prometes educar o teu filho para ser feliz aqui neste mundo, estás a condená-lo, estás a levá-lo para a decepção e a desilusão.
O grande culpado da infelicidade dos jovens é o materialismo. Materialista é a pessoa que acha que o mundo material é mais importante que o espiritual. E o diabo sabe que o mundo espiritual é real e muito mais importante do que o material, daí ele transformar-te num macaco, diz-te que deves libertar os teus instintos e tu ficas preso às coisas materiais.
Somente nós somos capazes de desobedecer a Deus, porque somos livres, porque temos a mais sublime vocação: a de sermos filhos d'Ele. Ser materialista é considerar que a matéria é mais importante que tudo.
Vamos pegar nas duas grandes tendências materialistas da nossa sociedade, que nos aprisionam a este mundo: a capitalista e a socialista. A tendência capitalista liberal procura felicidade no dinheiro e em ser livre da moral. Dizem eles: "Nós precisamos de aproveitar esta vida, já passou esta moral antiquada de fazer sexo depois do casamento, de não ver pornografia. Se o dinheiro é capaz de comprar pode fazer, porque o mercado é que vai cuidar de tudo". E aí encontras a desilusão, porque o capitalista é capaz de ter dinheiro, mas a felicidade não vem.
De outro lado, temos os socialistas, os marxistas, os comunistas. Enquanto o capitalista diz: " Não sou feliz porque ainda não tenho o dinheiro suficiente", o socialista diz: "Não sou feliz porque o outro tem dinheiro demais". Então enquanto um peca por soberba, o outro peca por inveja.
Tanto o capitalismo como o socialismo acham que a felicidade está na matéria e, assim, os jovens estão a ser educados para este mundo. Fala com um jovem e vais ver que o sonho dele são sonhos materiais, coisas, felicidade do corpo, possuir riquezas. Uma coisa é a felicidade; outra, é o prazer. A felicidade é da alma, o prazer é do corpo. Nós temos uma vocação muito maior.
No entanto, estamos a ensinar os jovens a viverem do material, a viverem do prazer físico. Os jovens meteram na cabeça que a felicidade está no prazer físico; e daí, de tanto prazer físico a pessoa diz: "Eu senti o prazer físico, mas não sou feliz!"
Precisamos de ensinar os jovens a algo de grande, precisamos de ensinar-lhes que são chamados a viver a vida eterna com Deus, porque somente assim nós teremos vida, saúde e firmeza na nossa fé. É isto que o Papa Bento XVI quer transmitir aos jovens.

Por isso o Santo Padre diz algo que está totalmente fora de moda neste mundo: "Se queres ser feliz, abraça a cruz". Pode parecer que a cruz seja a destruição total e completa de qualquer sonho de felicidade, seja sinal de um mundo de angústia, dor e miséria, mas se nós mergulharmos na cruz vamos descobrir que dali jorra uma fonte de amor e vida eterna, e fazer a experiência de tocar Jesus com as nossas mãos. Faze

Por a experiência de tocar Cristo nos sacramentos. E aqui é que o Papa abre uma vitrina imensa, quando ele fala da Eucaristia, que devemos descobrir o nosso chamamento na cruz e na ressurreição: "Se alguém me (Jesus) quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me". É preciso, de alguma forma, mortificar os caprichos do nosso corpo. Se tu só procurares o prazer do corpo, o salário será a desilusão e a morte. Não é difícil ver jovens que estão mortos - no corpo e na alma – porque apenas procuraram a felicidade no prazer do corpo.
Quando abraças a cruz de Cristo, quando resolves dizer: "Chega de procurar a felicidade deste mundo!", tu começas a olhar para a verdadeira vocação de todos nós, que é o céu. Nós, quando participamos na Santa Missa, mergulhamos nesta verdade de Cristo que se entrega por amor. Na Missa eu vejo o meu coração e o Coração de Jesus Cristo. O meu coração que procura a felicidade neste mundo físico e vejo o Coração d'Ele, que se entregou por amor, e então eu encontro o Coração d'Ele no meu coração, a Alma d'ele na minha alma, e tenho força para, neste mundo, amar.
Vamos olhar para a vida dos santos, não há um sequer, ainda que tenha trabalhado para um mundo melhor, não há um santo que tenha procurado construir um paraíso aqui nesta terra. A Madre Teresa de Calcutá, que doou-se aos pobres, nunca pensou em viver um paraíso aqui nesta terra. Ela sabia que a felicidade plena está no céu