Recados para Orkut


SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, EU VOS AMO!

Oração ao Sagrado Coração de Jesus

Jesus, Senhor do perdão, fonte de paz e de graça para os nossos corações. Conforto dos pecadores, alento de quem Vos reza, força de quem Vos procura, porque em Vós quer encontrar-se. Nossas lágrimas são preces, nossas lágrimas são gritos, dizei, Senhor, à nossa alma: Sou a tua salvação. Quando a noite nos envolve, ficai connosco, Senhor, enchei de luz o silêncio das nossas horas de sombra. Jesus, bondade inefável, nunca nos falte na vida, Senhor, a Vossa clemência e caridade infinita. Jesus, nascido da Virgem, nós Vos louvamos, cantando, e sempre Vos louvaremos na glória do vosso reino. Concedei, Deus todo-poderoso, que, ao celebrar a solenidade do Coração do Vosso Amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do Vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos Vossos dons. Por Nosso Senhor.
Mostrar mensagens com a etiqueta Jesus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jesus. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 3 de maio de 2012

PEGADAS NA AREIA


Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor, e através do Céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia; um era o meu e outro era do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás para as pegadas na areia e notei que muitas vezes no caminho da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia. Notei, também, que isso aconteceu nos momentos mais difíceis
e angustiosos do meu viver isso aborreceu-me deveras, e perguntei:
'Senhor, Tu me disseste que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre comigo, todo o caminho, mas notei que durante as maiores atribulações do meu viver havia na areia dos caminhos da vida, apenas, um par de pegadas. Não compreendo por que nas horas que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixastes'.
O Senhor me respondeu:
'Meu precioso filho, Eu amo-te e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sentimento. Quando viste na areia, apenas, um par de pegadas, foi exactamente aí; que "EU TE CARREGUEI NOS BRAÇOS".

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Evangelho segundo S. João 17,11b-19.


Doravante já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, e Eu vou para ti. Pai santo, Tu que a mim te deste, guarda-os em ti, para serem um só, como Nós somos!
Enquanto estava com eles, Eu guardava-os em ti, em ti que a mim te deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o homem da perdição, cumprindo-se desse modo a Escritura.
Mas agora vou para ti e, ainda no mundo, digo isto para que eles tenham em si a plenitude da minha alegria.
Entreguei-lhes a tua palavra, e o mundo odiou-os, porque eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo.
Não te peço que os retires do mundo, mas que os livres do Maligno.
De facto, eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo.
Faz que eles sejam teus inteiramente, por meio da Verdade; a Verdade é a tua palavra.
Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo,
e por eles totalmente me entrego, para que também eles fiquem a ser teus inteiramente, por meio da Verdade.

Da Bíblia Sagrada

terça-feira, 24 de maio de 2011

Dar tudo a Jesus, inclusive nossos pecados


Gruta em Belém – Local exato onde Nosso Senhor nasceu. Na gruta, onde o menino Jesus veio ao mundo, morou bem uns 25 anos o célebre Doutor da Igreja, São Jerônimo (ano 420). Uma vez ele rezou a Jesus deste modo:

- Querido menino, padeceste tanto para salvar-me: como poderei agora compensar-te?

E ouviu responder:

- Louva a Deus com as seguintes palavras: Seja feita a glória de Deus no alto do Céu.

Continua o santo:

- Isso eu já faço; mas eu quero dar-te alguma coisa: todo o meu dinheiro. Foi-lhe respondido:

- Dá o dinheiro aos pobres; será como se desses a mim.

- Farei também isso; mas a ti que posso dar?

A resposta foi esta:

Dá-me os teus pecados; eu te os peço para os cancelar.

- A estas palavras, Jerônimo se pôs a chorar e disse:

- Caro Jesus, toma pois tudo o que é meu, e dá-me tudo o que é teu.

Por esse diálogo compreendereis como é grande a bondade de Deus para com os homens.

(A PLAVRA DE DEUS EM EXEMPLOS — G. Mortarino J. C. — Edições Paulinas, S.P. — 1ª. edição, 1961, p. 95)

N.B.: Nós, católicos, precisamos dar tudo a Jesus, até os nossos pecados – especialmente os nossos pecados – para que Ele, com sua bondade imensa, os apague
fonte: AASCJ

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Evangelho segundo S. João 21,1-14.


Algum tempo depois, Jesus apareceu outra vez aos discípulos, junto ao lago de Tiberíades, e manifestou-se deste modo:
estavam juntos Simão Pedro, Tomé, a quem chamavam o Gémeo, Natanael, de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos.
Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar.» Eles responderam-lhe: «Nós também vamos contigo.» Saíram e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada.
Ao romper do dia, Jesus apresentou-se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele.
Jesus disse-lhes, então: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?» Eles responderam-lhe: «Não.»
Disse-lhes Ele: «Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar.» Lançaram-na e, devido à grande quantidade de peixes, já não tinham forças para a arrastar.
Então, o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: «É o Senhor!» Simão Pedro, ao ouvir que era o Senhor, apertou a capa, porque estava sem mais roupa, e lançou-se à água.
Os outros discípulos vieram no barco, puxando a rede com os peixes; com efeito, não estavam longe da terra, mas apenas a uns noventa metros.
Ao saltarem para terra, viram umas brasas preparadas com peixe em cima e pão.
Jesus disse-lhes: «Trazei dos peixes que apanhastes agora.»
Simão Pedro subiu à barca e puxou a rede para terra, cheia de peixes grandes: cento e cinquenta e três. E, apesar de serem tantos, a rede não se rompeu.
Disse-lhes Jesus: «Vinde almoçar.» E nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-lhe: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor.
Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe.
Esta já foi a terceira vez que Jesus apareceu aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos.


Da Bíblia Sagrada

terça-feira, 5 de abril de 2011

Evangelho segundo S. João 5,1-16.


Depois disto, havia uma festa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém.
Em Jerusalém, junto à Porta das Ovelhas, há uma piscina, em hebraico chamada Betzatá. Tem cinco pórticos,
e neles jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos.

Estava ali um homem que padecia da sua doença há trinta e oito anos.
Jesus, ao vê-lo prostrado e sabendo que já levava muito tempo assim, disse-lhe:«Queres ficar são?»
Respondeu-lhe o doente: «Senhor, não tenho ninguém que me meta na piscina quando se agita a água, pois, enquanto eu vou, algum outro desce antes de mim».
Disse-lhe Jesus: «Levanta-te, toma a tua enxerga e anda.»
E, no mesmo instante, aquele homem ficou são, agarrou na enxerga e começou a andar. Ora, aquele dia era de sábado.
Por isso os judeus diziam ao que tinha sido curado: «É sábado e não te é permitido transportar a enxerga.»
Ele respondeu-lhes: «Quem me curou é que me disse: 'Toma a tua enxerga e anda'.»
Perguntaram-lhe, então: «Quem é esse homem que te disse: 'Toma a tua enxerga e anda'?»
Mas o que tinha sido curado não sabia quem era, porque Jesus se tinha afastado da multidão ali reunida.
Mais tarde, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: «Vê lá: ficaste curado. Não peques mais, para que não te suceda coisa ainda pior.»
O homem foi-se embora e comunicou aos judeus que fora Jesus quem o tinha curado.
E foi por isto, por Jesus realizar tais coisas em dia de sábado, que os judeus começaram a persegui-lo.

Da Bíblia Sagrada

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Papa João Paulo II e Padre Werenfried


A Igreja deve dar a conhecer os grandes valores evangélicos de que é portadora; ora ninguém os testemunha mais eficazmente do que aquele que faz profissão de vida consagrada na castidade, pobreza e obediência, numa total doação a Deus e plena disponibilidade para servir o homem e a sociedade, segundo o exemplo de Cristo.

Papa João Paulo II

Redemptoris missio, 07.12.1990, Nr. 69

Queridos Amigos

Quaresma significa acompanhar Jesus que hoje sofre e age pela Igreja para a salvação de todos os homens.

Depois da guerra, dia e noite, chegavam à Alemanha milhões de refugiados das ditaduras comunistas do Leste da Europa. Atento, o Papa Pio XII seguia os dramáticos acontecimentos. Rezava pelos que tinham perdido tudo e pedia apoio aos fiéis.Mas não bastava. Queria uma ajuda ainda mais eficaz. Propuseram-lhe o nome de um monge norbertino: Werenfried van Straaten. Da sua abadia em Tongerlo, este monge pôs em marcha uma corrente de oração, fé, conversão e recolha de dinheiro, de roupa e de alimentos. Das várias campanhas nascerá a “Ajuda aos Padres do Leste”. Mais tarde, mudará de nome para “Ajuda à Igreja que Sofre”.

Toda a instituição é marcada pelas suas raízes. A AIS tem uma clara origem papal. A nossa terra-mãe é o coração paterno dos sucessores de São Pedro. O Padre Werenfried foi o extraordinário instrumento escolhido por Deus naquela situação. Com incansável energia e criatividade concretizou o pedido do Vigário de Cristo. Assim foi desde 1947. A breve trecho a história do século XX aceleraria vertiginosamente. Profeticamente, o beato João XXIII anunciou que a América Latina cairia nas mãos de seitas ou do marxismo se não se renovasse e aprofundasse a evangelização. A AIS concretizou o pedido. Depois, estendeu a sua actividade à Ásia e a África, apoiando centenas de bispos e legiões de missionários. Na difícil época pós conciliar, o importante para o Papa Paulo VI era preservar e aprofundar a fé nas regiões tradicionalmente católicas.

Colaborámos nisso de forma diversa. João Paulo II apontou novas necessidades e pediu-nos para ajudar, depois de ele próprio ter contribuído para a queda das ditaduras comunistas. Exortou-nos a apoiar a defesa da vida. E deu-nos um impulso ecuménico, sublinhando especialmente a aproximação à Igreja Ortodoxa Russa. A história é conhecida. Mas é sempre bom lembrar o essencial.

Numa manhã, tivemos uma audiência num círculo restrito, junto à grande Sala do Sínodo, no Vaticano. João Paulo II aproximou-se abrindo os braços.

Aproximei a cadeira de rodas do Padre Werenfried do Papa. Um momento de silêncio e um cumprimento mútuo. “Para a Ajuda à Igreja que Sofre o desejo do Santo Padre é uma ordem”, afirmou o norbertino com firmeza. Nesta Quaresma, que antecede a beatificação de João Paulo II por Bento XVI, estas palavras são um testamento.

Em Cristo e Maria abençoo-vos,

Padre Joaquín Alliende, Presidente da AIS Internacional

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Evangelho segundo S. Marcos 8,27-33.


Jesus partiu com os discípulos para as aldeias de Cesareia de Filipe. No caminho, fez aos discípulos esta pergunta: «Quem dizem os homens que Eu sou?»
Disseram-lhe: «João Baptista; outros, Elias; e outros, que és um dos profetas.»
«E vós, quem dizeis que Eu sou?» perguntou-lhes. Pedro tomou a palavra, e disse: «Tu és o Messias.»
Ordenou-lhes, então, que não dissessem isto a ninguém.
Começou, depois, a ensinar-lhes que o Filho do Homem tinha de sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, e ser morto e ressuscitar depois de três dias.
E dizia claramente estas coisas. Pedro, desviando-se com Ele um pouco, começou a repreendê-lo.
Mas Jesus, voltando-se e olhando para os discípulos, repreendeu Pedro, dizendo-lhe: «Vai-te da minha frente, Satanás, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens.»

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Evangelho do dia (08/02/2011) Mc:7,1-13


- PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
- Glória a vós, Senhor!

1. Os fariseus e alguns dos escribas vindos de Jerusalém tinham sereunido em torno dele.

2. E perceberam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as lavar.

3. (Com efeito, os fariseus e todos os judeus, apegando-se à tradição dos antigos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos;

4. e, quando voltam do mercado, não comem sem ter feito abluções. E há muitos outros costumes que observam por tradição, como lavar os copos, os jarros e os pratos de metal.)

5. Os fariseus e os escribas perguntaram-lhe: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos impuras?

6. Jesus disse-lhes: Isaías com muita razão profetizou de vós, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.

7. Em vão, pois, me cultuam, porque ensinam doutrinas e preceitos humanos (29,13).

8. Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens.

9. E Jesus acrescentou: Na realidade, invalidais o mandamento de Deus para estabelecer a vossa tradição.

10. Pois Moisés disse: Honra teu pai e tua mãe; e: Todo aquele que amaldiçoar pai ou mãe seja morto.

11. Vós, porém, dizeis: Se alguém disser ao pai ou à mãe: Qualquer coisa que de minha parte te pudesse ser útil é corban, isto é, oferta,

12. e já não lhe deixais fazer coisa alguma a favor de seu pai ou de sua mãe,

13. anulando a palavra de Deus por vossa tradição que vós vos transmitistes. E fazeis ainda muitas coisas semelhantes.
http://www.bibliacatolica.com.br/leituras.php
www.bibliacatolica.com.br
Fonte: facebook

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Suave Milagre


Junto a Siquém, num sórdido casebre, vivia uma viúva, desgraçada entre todas. Tinha um filho doente que definhava aos poucos, vencido pelas febres.

O chão era úmido e malsão: não havia ali a mais miserável enxêrga. Só alguns trapos que serviam de leito.

Na lâmpada de barro velha e suja secara o azeite.
O grão faltava na arca; cessara o ruído dormente do moinho doméstico. Em terras de Israel era isto a evidência cruel da mais negra miséria.

A pobre mãe, sentada a um canto, chorava. Mal deitada em seu colo descarnado, envolta em farrapos, pálida e tremente, a criança pedia-lhe numa voz débil como um suspiro, que fôsse chamar esse Rabi de Galiléia, de quem ouvira falar junto ao poço de Jacó, que amava as crianças, dava de comer às multidões e curava todos os males humanos, com a simples carícia de suas mãos pálidas e esguias.

E a mãe dizia-lhe chorando:

- Como queres que eu te deixe e vá em busca do Rabi da Galiléia? Obed é rico e tem numerosos servos: pois Obed, com seus auxiliares, procurou Jesus por todos os recantos e aldeias, desde Corazin até o país de Moab, e não o encontrou. Lúcio, o romano, é forte, dispõe de centenas de soldados, e tudo fez para encontrar Jesus. Percorreu os campos e as estradas, desde o Hebron até o mar, e não conseguiu avistar o Rabi. Se os ricos e poderosos não descobriram Jesus, como queres tu que eu possa encontra-lo?

A criança com os olhos cerrados, repetia baixinho, muito triste:

- Mamãe! Eu queria ver Jesus da Galiléia!

E a mãe, a chorar torturada pela angústia, continuou:

- De que me servirá, meu filho, partir e ir procura-lo? Extensas são as estradas da Síria, curta é a piedade dos homens. Vendo-me tão pobre e tão só, os cães viriam ladrar-me à porta. Decerto Jesus morreu; e com ele morreu, uma vez mais, toda a esperança dos tristes.

Pálida e desfalecendo a criança implorou ainda:

- Mamãe! Eu queria ver Jesus da Galiléia!

Abrindo devagar a porta e sorrindo cheio de amor, Jesus disse à criança:


- Aqui estou, meu filho. Aqui estou!

(Autoria: Eça de Queiroz)
Fonte: blog Almas Castelos

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Comentário ao Evangelho do dia feito por :


São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, Doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de São Marcos, n°3 (a partir da trad. SC 494, p. 129 rev.)

«Levanta-te»

«Tomando-lhe a mão, disse: 'Talitha qûm', que significa: 'Menina [...], levanta-te!'» «Porque nasceste segunda vez, serás chamada 'menina'. Menina, levanta-te por Mim, não porque o mereças, mas pela acção da Minha graça. Levanta-te portanto por Mim: a tua cura não provém da tua força.» «E logo a menina se levantou e começou a andar.» Que Jesus nos toque, a nós também, e logo começaremos a andar. Embora estejamos paralisados, embora as nossas obras sejam más e não possamos andar, embora estejamos deitados no leito dos nossos pecados [...], se Jesus nos tocar, ficaremos imediatamente curados. A sogra de Pedro estava atormentada pela febre: Jesus tocou-lhe com a mão, ela levantou-se e serviu-O imediatamente (Mc 1, 31). [...]


«Todos ficaram assombrados. Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido.» Eis a razão porque Ele mandou sair toda aquela multidão para fazer um milagre. Ele mandou, e não só mandou, mas ordenou que ninguém soubesse. Ele ordenou aos três apóstolos, e ordenou também aos pais que ninguém soubesse. O Senhor ordenou a todos, mas a menina não pôde ficar calada, ela que se tornou a levantar.


«E mandou dar de comer à menina»: para que a sua ressurreição não fosse considerada como a aparição de um fantasma. E Ele próprio, depois da Sua ressurreição, comeu peixe e um bolo de mel (Lc 24, 42). [...] Suplico-te, Senhor, que também a nós que estamos deitados nos toques com a Tua mão; levanta-nos do leito dos nossos pecados e põe-nos a andar. Quando estivermos a andar, manda darem-nos de comer. Deitados, não podemos comer; se não estivermos levantados, não seremos capazes de receber o Corpo de Cristo.

Evangelho segundo S. Marcos 5,21-43.


Depois de Jesus ter atravessado, no barco, para a outra margem, reuniu-se uma grande multidão junto dele, que continuava à beira-mar. Chegou, então, um dos chefes da sinagoga, de nome Jairo, e, ao vê-lo, prostrou-se a seus pés e suplicou instantemente: «A minha filha está a morrer; vem impor-lhe as mãos para que se salve e viva.» Jesus partiu com ele, seguido por numerosa multidão, que o apertava. Certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de muitos médicos e gastara todos os seus bens sem encontrar nenhum alívio, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe, por detrás, nas vestes, pois dizia: «Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada.» De facto, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue, e sentiu no corpo que estava curada do seu mal. Imediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou: «Quem tocou as minhas vestes?» Os discípulos responderam: «Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: 'Quem me tocou?’» Mas Ele continuava a olhar em volta, para ver aquela que tinha feito isso. Então, a mulher, cheia de medo e a tremer, sabendo o que lhe tinha acontecido, foi prostrar-se diante dele e disse toda a verdade. Disse-lhe Ele: «Filha, a tua fé salvou-te; vai em paz e sê curada do teu mal.» Ainda Ele estava a falar, quando, da casa do chefe da sinagoga, vieram dizer: «A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre?» Mas Jesus, que surpreendera as palavras proferidas, disse ao chefe da sinagoga: «Não tenhas receio; crê somente.» E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.

Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a chorar e a gritar. Entrando, disse-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir.» Mas faziam troça dele. Jesus pôs fora aquela gente e, levando consigo apenas o pai, a mãe da menina e os que vinham com Ele, entrou onde ela jazia. Tomando-lhe a mão, disse: «Talitha qûm!», isto é, «Menina, sou Eu que te digo: levanta-te!» E logo a menina se ergueu e começou a andar, pois tinha doze anos. Todos ficaram assombrados. Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido e mandou dar de comer à menina.

Da Bíblia Sagrada

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Evangelho segundo S. Marcos 3,1-6.


Novamente entrou na sinagoga. E estava lá um homem que tinha uma das mãos paralisada.
Ora eles observavam-no, para ver se iria curá-lo ao sábado, a fim de o poderem acusar.
Jesus disse ao homem da mão paralisada: «Levanta-te e vem para o meio.»
E a eles perguntou: «É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la?» Eles ficaram calados.
Então, olhando-os com indignação e magoado com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão.» Estendeu-a, e a mão ficou curada.
Assim que saíram, os fariseus reuniram-se com os partidários de Herodes para deliberar como haviam de matar Jesus.

Da Bíblia Sagrada

sábado, 15 de janeiro de 2011

AS SETE DORES DO CORAÇÃO IMACULADO.


PRIMEIRA DOR: A APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO

Lembrai-Vos, divina Mãe, daquela angústia mortal que invadiu o vosso Coração, quando o velho Simeão, entregando-Vos o Menino Divino que acabáveis de oferecer a DEUS, Vos disse: “Este Menino deve ser um sinal de contradição. E, uma espada de dor trespassará o Teu Coração” (Lc 2,34-35)

Vós ficastes maravilhada com as grandes coisas que profetizam d’Ele, e eis que o vosso Coração de jovem Mãe é avisado das lutas que deverá sofrer o Menino Deus: ao lado do amor, o ódio que O fará morrer e O perseguirá até o fim dos tempos.

O vosso Coração, nesse momento, tornou-se mais doloroso, porque entrevíeis já um mistério de morte para o vosso Filho, Salvador do Mundo. É por amor que Ele resgatará os homens, e nem sempre será amado. Uns serão por Ele, outros contra Ele. O vosso Filho deverá sofrer o ódio.

Ó Santa Mãe, quantas vezes não trespassamos nós mesmos o vosso Coração com esta espada!

Por esta dor, obtende-nos que sejamos fiéis a JESUS-HÓSTIA que continua a oferecer-Se todos os dias pelos nossos pecados.

Virgem Maria, Mãe de Coração Doloroso e Imaculado, nós solicitamos da vossa bondade, se for da glória de DEUS, a graça de que precisamos … Nós temos confiança em Vós.

“Coração Doloroso e Imaculado de Maria, rogai por nós.”

“Uma espada de dor trespassará a Tua alma.” (Lc 2,35)

PAI Santo, eu Vos ofereço o sacrifício do vosso Filho bem-amado, anunciado oficialmente na Apresentação ao Templo, tornado incessante e perpétuo por todas as Missas que se celebram todos os dias no Universo. Eu Vo-lo ofereço pelo Coração trespassado de Maria, em reparação dos pecados dos homens.

Fonte: Derradeiras Graças/ADF

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Perseverança na fé - desprendimento dos bens materiais


EIS A IDÉIA PARA VOCÊS REFLETIREM AO LONGO DA SEMANA:

Gostaria de falar esta semana sobre o desprendimento dos bens materiais.

É chamativa a insistência com que Jesus Cristo nos alerta sobre o perigo do apego aos bens materiais:

Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam (Mt 6, 19-20).

É mais fácil um camelo passar pelo buraco de um agulha do que um rico entrar no reino dos céus (Mt 19, 24).

Por isso vos digo: não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, nem quanto ao corpo, pelo que haveis de vestir (Mt 6, 25).

E por que Jesus faz este alerta? Ele mesmo nos diz:

Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! (Mt
5, 3).

Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração (Mt 6, 21).

O que Jesus quer dizer com estas duas frases?

Em primeiro lugar, é preciso fazer uma ressalva. Jesus fala: bem-aventurados os que tem “coração de pobre” e não bem-aventurados os que são “pobres”. Isto é: o que Deus quer não é que não tenhamos bens materiais, mas que estejamos desprendidos dos bens materiais.

Em segundo lugar, Jesus fala que seremos bem-aventurados, isto é, muito felizes, se estivermos desprendidos dos bens materiais. Fala também que herdaremos o Reino dos Céus.
Em terceiro lugar, fala qual é o perigo de estarmos com o coração nos bens materiais: aí estará o nosso coração (onde está o teu tesouro, lá estará o nosso coração). Ou seja, nosso coração não estará nem Deus e nem no próximo. Nosso coração não estará nem em Deus, nem no marido, na esposa, nos filhos, nos amigos, no namorado, na namorada, etc. Estará nos bens materiais. Os bens materiais serão o nosso “deus”, o nosso ídolo. É lógico que isto cause, mais dia ou menos dia, verdadeiros estragos.

Seria bom, portanto, que fizéssemos umas perguntas importantes:

- onde está o meu coração?

- qual é o meu tesouro aqui na terra?

- posso dizer que Deus e o próximo ocupam o primeiro lugar no meu coração?

Quais são alguns sinais de que estamos apegados aos bens materiais? Eis alguns:

- estar sempre pensando em comprar algo material;

- não ter tempo para Deus;

- não ter tempo para dedicar aos amigos;

- ter mais do que o necessário para viver;

- trabalhar como louco (pensando no enriquecimento);

- ter objetos materiais em excesso: pares de sapato, bolsas, roupas, relógios, joias, canetas, etc;

- fazer gastos de autêntico luxo, etc, etc.

Nunca esqueçamos das palavras de Cristo: “bem-aventurados os pobres em espírito”! Como sabemos, Deus nunca erra! Vivamos o desprendimento dos bens materiais e experimentaremos como a nossa vida se tornará extremamente feliz encontrando a felicidade nos verdadeiros fins da nossa vida: o amor a Deus e ao próximo.

Uma santa semana a todos!

Pe. Paulo Monteiro Ramalho

Fonte: facebook

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sagrada Face


Como é linda a Vossa Face, Senhor!…
Após 20 séculos nos é dada a graça, a nós Vossos remidos, de nos inebriar nos Vossos traços régios, que nos deixastes no Santo Sudário para ler nele a Vossa Paixão e Vosso amor por nós…

Abri, Jesus, estes Vossos olhos!…
Olhai-me… Dirigi-me um só olhar que me inflame o coração, que me faça compreender quem sois…
Olhai-me Senhor!…

Abri Vossos lábios, que jorram Vossas graças e falai-me!… Fazei que escute Vossa voz, que abriu os olhos dos cegos, curou os doentes, deu vida aos mortos, que acalmava, consolava, e convertia…

Inclinai Vosso ouvido sobre mim ó Jesus! e escutai minha pobre voz: Fazei que eu veja, Senhor… Purificai meu coração, Jesus!…

Jesus, Filho de Davi, tende piedade de mim! Salvai-me, Senhor, pois me vejo perdido! Em Vós, Senhor, confio, jamais serei confundido.

(Indulgência por Sua Eminência o Cardeal Agnelo Rossi, 7 – VIII – 1968)

BENÇÃO DE SÃO FRANCISCO

O Senhor te abençoe e te guarde!
O Senhor te mostre a Sua Face e se compadeça de ti!
O Senhor volte para ti a Sua Face e te dê a paz! O Senhor te abençoe! (Num. 6,24)

(livrinho de devoção da Sagrada Face – Apostolado da Sagrada Face – SP – com aprovação eclesiástica)
Fonte: Almas Castelos/AASCJ

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Nosso Senhor Jesus Cristo é o Amor encarnado


Local onde Nosso Senhor Jesus Cristo nasceu Deus é caridade. E por isto mesmo a simples anunciação do Nome Santíssimo de Jesus lembra a idéia do amor. O amor insondável e infinito que levou a Segundapessoa da Santíssima Trindade a se encarnar!

O amor expresso talvez dessa humilhação incompreensível de um Deus que se manifesta aos homens como um menino pobre, que acaba de nascer em uma gruta. O amor que transparece através daqueles 30 anos de vida recolhida, na humildade da mais estrita pobreza, e nas fadigas incessantes daqueles três anos de evangelização, em que o Filho do Homem percorreu estradas e atalhos, transpôs montes, rios e lagos, visitou cidades e aldeias, cortou desertos e povoados, falou a ricos e a pobres, espargindo amor e recolhendo na maior parte do tempo principalmente ingratidão. (…)

Realmente, venerando o Sagrado Coração, outra coisa não quer a Santa Igreja, senão prestar um louvor especial ao amor infinito que Nosso Senhor Jesus Cristo dispensou aos homens. Como o coração simboliza o amor, cultuando o Coração, a Igreja celebra o Amor.

Plinio Corrêa de Oliveira in Legionário (21/07/1940)

Extraído do livro: “O Sagrado Coração de Jesus /AASCJ

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A compaixão da Santíssima Virgem


São Simeão: “Pobre mulher, um gládio de dor transpassará vossa alma” Algum tempo depois do Nascimento de seu Filho, Maria foi a Jerusalém com São José a fim de apresentar a Deus o Menino recém-nascido. Na multidão que invadia os pórticos do Templo, ninguém prestou atenção nesse pobre casal. O Verbo Encarnado vinha entre os seus, e os seus não O reconheciam.

Só Ana e Simeão – advertidos por uma inspiração celeste – adoraram o Salvador.

O ancião tomou nos braços o Menino Deus, e no êxtase de reconhecimento cantou seu “Nunc Dimittis”. Depois, inundado de luz profética, percebeu para o futuro horas sinistras, e balançando tristemente a cabeça disse: “Pobre mulher, um gládio de dor transpassará vossa alma”. (Lc. 2.35).

E a Virgem partiu, radiosa de juventude e de felicidade, estreitando amorosamente no peito seu Tesouro adormecido.

Em Nazaré ela viveu longamente com o Filho, numa deliciosa intimidade. Cumpria entretanto finalmente separar-Se. Maria às vezes assistia às pregações de Jesus. As exclamações de admiração que essa sabedoria sobrenatural arrancava das multidões, despertavam em seu Coração materno longos ecos de amor. Foram, durante mais de trinta anos, dias de alegrias inefáveis.

Eis agora a hora trágica, em que se realiza a terrível profecia do velho Simeão. A Cruz se apresenta num céu carregado de nuvens, onde se sentem, suspensas, as ameaças do Eterno. Um silêncio assustador paira sobre a cidade decaída. Jesus expira.

Junto ao madeiro onde foi pregada a grande Vítima, imóvel, muda, os olhos fixos sobre o Deus que morre, Maria está de pé. Sua alma mergulha numa dor sem fim.

Que inteligência criada poderia sondar perfeitamente esse sofrimento? São mistérios que vencem nossos fracos espíritos. Tentaremos entretanto estudar o martírio dAquela que é, ao mesmo tempo, Mãe do Salvador e nossa Mãe.

Extraído do livro: “A Virgem Maria” de Padre Thomas de Saint-Laurent. Artpress

domingo, 22 de agosto de 2010

Jesus Bom Pastor


Meu Jesus, meu Amor, guarda-me como um cordeirinho junto do Teu coração e não largueis jamais. Jesus, agora, Jesus hoje, Jesus sempre!
Obrigada meu Jesus pelo Teu amor, pela Tua paciência, por tudo o que me dás sem que eu o mereça. Obrigada Senhor porque me criaste, pelas alegrias e sofrimentos que me deste e pelo perdão que estás sempre disposto a dar-me, apesar de tantas e repetidas
quedas, apesar de tanta reincidência da minha parte.
Meu Jesus, meu Senhor e meu Deus, peço-Vos que faça parte do Vosso Corpo Místico, humilde e pequenina como um grão de trigo, que semeado, germina, cresce e dá fruto.
Com todo o meu amor...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O SILÊNCIO DE CRISTO


Uma antiga lenda norueguesa narra este episódio sobre um homem chamado Haakon, que cuidava de uma ermida à qual muita gente vinha orar com devoção.
Nesta ermida havia uma cruz muito antiga, e muitos vinham ali para pedir a Cristo que fizesse algum milagre.
Certo dia, o eremita Haakon quis também pedir-lhe um favor. Impulsionava-o um sentimento generoso.
Ajoelhou-se diante da cruz e disse:
- Senhor, quero padecer por Vós. Deixai-me ocupar o vosso lugar. Quero substituir-Vos na Cruz.
E permaneceu com o olhar pendente da cruz, como quem espera uma resposta.
O Senhor abriu os lábios e falou. As suas palavras caíam do alto, sussurrantes e admoestadoras:
- Meu servo, cedo ao teu desejo, mas com uma condição.
- Qual é, Senhor?, perguntou com acento suplicante Haakon.
É uma condição difícil? Estou disposto a cumpri-la com a tua ajuda!
- Escuta-me: Aconteça o que acontecer, e vejas tu o que vires, deves guardar sempre o silêncio.
Haakon respondeu:
- Prometo-o, Senhor!
E fizeram a troca sem que ninguém o percebesse.
Ninguém reconheceu o eremita pendente da cruz; e o Senhor, ocupava o lugar de Haakon.
Durante muito tempo, este conseguiu cumprir o seu compromisso e não disse nada a ninguém.
Certo dia, porém, chegou um rico.
Depois de orar, deixou ali esquecida a sua bolsa. Haakon viu, mas calou.
Também não disse nada quando um pobre, que veio duas horas mais tarde, se apropriou da bolsa do rico.
E também quando um rapaz se prostrou diante dele pouco depois para lhe pedir uma graça antes de empreender uma longa viagem.
Nesse momento, porém, o rico voltou à procura da bolsa.
Como não a encontrasse, pensou que o rapaz se teria apropriado dela; voltou-se para ele e interpelou-o com raiva:
- Dá-me a bolsa que me roubaste!
O jovem, surpreso, replicou-lhe:
- Não roubei nenhuma bolsa!
- Não mintas; devolve-ma já!
- Repito que não apanhei nenhuma bolsa!
O rico arremeteu furioso contra ele.
Soou então uma voz forte:
- Pára!
O rico olhou para cima e viu que a imagem lhe falava. Haakon, que não conseguiu permanecer em silêncio diante daquela injustiça, gritou-lhe, defendeu o jovem e censurou o rico pela falsa acusação.
Este ficou aniquilado e saiu da ermida. E o jovem saiu também porque tinha pressa para empreender a sua viagem.
Quando a ermida ficou vazia, Cristo dirigiu-se ao seu servo e disse-lhe:
- Desce da Cruz. Não serves para ocupar o meu lugar. Não soubeste guardar silêncio.
- Mas, Senhor, como podia eu permitir esta injustiça?
Trocaram de lugar. Cristo voltou a ocupar a cruz e o eremita permaneceu diante dela.
O Senhor continuou a falar-lhe:
- Tu não sabias que era conveniente para o rico perder a bolsa, pois trazia nela o preço da virgindade de uma jovem.
O pobre, pelo contrário, tinha necessidade deste dinheiro; quanto ao rapaz que ia receber os golpes, as suas feridas o teriam Impedido de fazer a viagem que, para ele, foi fatal: há minutos atrás o seu barco acaba de soçobrar e ele afogou-se.
Tu também não sabias isto; mas Eu sim. E por isso calo-me.
E o Senhor tornou a guardar silêncio.

Muitas vezes perguntamos por que é que Deus não nos responde. Por que é que Deus se cala?
Muitos de nós gostaríamos que nos respondesse o que desejamos ouvir, mas Ele não o faz: responde-nos com o silêncio. Deveríamos aprender a escutar esse silêncio.
O Divino Silêncio é uma palavra destinada a convencer-nos de que Ele, sim, sabe o que faz.
Com o seu silêncio, diz-nos carinhosamente: "Confia em mim, Eu sei o que é preciso faze
Fonte: JAM

quinta-feira, 22 de julho de 2010

ÚLTIMO FOLHETO

glitters

--Todos os domingos de manhã, depois do Grupo de Oração na Igreja,
o coordenador do grupo e o filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos falando do Amor de Deus por nós.
Numa tarde de domingo, quando chegou a hora do pai e o filho
saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito.
O menino agasalhou-se e disse:
-'Ok, pai, estou pronto.'
E o pai perguntou:
-'Pronto para quê?'
-'Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. '
O pai respondeu:
-'Filho, está muito frio lá fora e também está a chover muito. '
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
-'Mas, pai, as pessoas não vão para o trabalho
até mesmo em dias de chuva?'
O pai respondeu:
-'Filho, eu não vou sair com este frio. '
Triste, o menino perguntou:
-'Pai, eu posso ir? !'
O pai hesitou por um momento e disse:
-'Podes ir. Aqui estão os folhetos. Toma cuidado. '
Então ele saiu no meio daquela chuva..
Este menino de onze anos
caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta
entregando folhetos a todos que via.
Depois de caminhar por horas na chuva,
estava todo molhado, mas faltava um último folheto.
Parou na esquina e procurou alguém para
entregar o folheto, mas as ruas estavam desertas.
Então virou-se em direcção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até à porta e tocou a campainha.
Mas ninguém respondeu.
Tocou de novo,
mais uma vez,
mas ninguém abriu a porta.
O menino preparava-se para se ir embora,
mas algo o deteve.
Mais uma vez,
tocou a campainha e bateu na porta com força.
Esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda e finalmente a porta abriu-se muito devagar.
Apareceu uma senhora idosa, com um olhar triste.
E perguntou :
-'O que desejas, meu filho?'
Com um sorriso que iluminou o mundo dela, o menino disse:
'Senhora, desculpe se eu estou a perturbar o seu descanso,
mas só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO
e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto
que lhe dirá tudo sobre JESUS
e o seu grande AMOR. '
Então entregou o seu último folheto e virou-se para ir embora.
Ela chamou-o e disse:
-'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'
No domingo seguinte, na Igreja,
o Coordenador do Grupo de Oração, após a sua pregação perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'
Lentamente, na última fila da Igreja, uma senhora idosa pôs-se de pé. E começou a falar.
- 'Ninguém me conhece neste Grupo, eu nunca estive aqui.
Até domingo passado eu não era cristã.
O meu marido faleceu há algum tempo e eu fiquei sozinha neste mundo.
No domingo passado, um dia frio e chuvoso,
eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.
Então peguei numa corda e numa cadeira
e subi para o sótão da minha casa,
amarrei a corda numa trave do telhado,
subi para a cadeira e coloquei a corda em volta do meu pescoço.
De pé naquela cadeira, só e de coração estava pronta para saltar, quando,
de repente, o toque da campainha me assustou.
Eu pensei, quem será?
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. '
Eu esperei, mas a campainha era insistente;
depois a pessoa a bateu forte.
E pensei:
-'Quem pode ser?
Ninguém toca a campainha da minha casa há tempos,
ainda mais num dia destes.'
Afrouxei a corda do meu pescoço e fui à porta ver quem era,
enquanto a campainha soava cada vez mais alto.
Quando eu abri a porta e vi quem era,
eu mal pude acreditar,
pois na minha varanda estava o menino mais radiante que já vi na minha vida.
O seu SORRISO,
ah, eu nunca poderia descrevê-lo!
As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito SALTASSE PARA A VIDA quando ele disse:
-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. '
Então ele entregou-me este folheto
que eu tenho nas minhas mãos.
Conforme aquele menino desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e li cada palavra deste folheto.
Então subi para o sótão, peguei na corda e na cadeira.
Pois eu não iria precisar delas.
Como vêem - eu agora eu estou aquí!
Já que o endereço do seu Grupo de Oração
estava no verso deste folheto,
vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO
a este menino de Deus
que no momento certo livrou a minha alma. '
Não havia quem não tivesse lágrimas
nos olhos no Grupo de Oração.
O coordenador do Grupo, foi em direcção à primeira fila onde
o 'seu' menino estava sentado.
Tomou o filho nos braços e
chorou
Provavelmente nenhum Grupo de Oração
teve um momento tão grande como este
e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho...
Excepto um.
Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse
a um mundo frio e tenebroso.
Ele recebeu o Seu Filho de volta com uma alegria indescritível,
o Pai assentou-O num trono acima de todo o principado e deu-Lhe
um nome que está acima de todo nome: JESUS.
JESUS AMA-TE!
Deixa-te amar por Jesus.
Já levaste alguém para ser amado e salvo por Jesus?
"Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu o seu filho Unigénito, para que todo aquele que nele crer, não pereça mas tenha a vida eterna". João 3.16
Fonte JAM