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SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, EU VOS AMO!

Oração ao Sagrado Coração de Jesus

Jesus, Senhor do perdão, fonte de paz e de graça para os nossos corações. Conforto dos pecadores, alento de quem Vos reza, força de quem Vos procura, porque em Vós quer encontrar-se. Nossas lágrimas são preces, nossas lágrimas são gritos, dizei, Senhor, à nossa alma: Sou a tua salvação. Quando a noite nos envolve, ficai connosco, Senhor, enchei de luz o silêncio das nossas horas de sombra. Jesus, bondade inefável, nunca nos falte na vida, Senhor, a Vossa clemência e caridade infinita. Jesus, nascido da Virgem, nós Vos louvamos, cantando, e sempre Vos louvaremos na glória do vosso reino. Concedei, Deus todo-poderoso, que, ao celebrar a solenidade do Coração do Vosso Amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do Vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos Vossos dons. Por Nosso Senhor.

sábado, 13 de agosto de 2011

Sábado da 19ª semana do Tempo Comum


Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo
O Pedagogo, I, 12, 17; SC 70

«Delas é o Reino do Céu»

O papel de Cristo, nosso Pedagogo, é, como o nome indica, o de conduzir as crianças. Resta avaliar a que crianças quer a Escritura referir-se, e depois dar-lhes o Pedagogo. As crianças somos nós. A Escritura celebra-nos de diferentes formas, serve-se de imagens diversas para nos designar, colorindo com muitos tons a simplicidade da fé. Diz o Evangelho que o Senhor Se apresentou na margem e Se dirigiu aos seus discípulos que tinham estado a pescar: «Rapazes, tendes algum peixe que se coma?» (Jo 21,4-5) Era aos discípulos que Ele chamava rapazes. «Apresentaram-Lhe, então, umas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas, mas os discípulos repreenderam-nos. Jesus disse-lhes: 'Deixai as crianças e não as impeçais de vir ter Comigo, pois delas é o Reino do Céu.'» O próprio Senhor esclarece o sentido destas palavras dizendo: «Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino dos Céus» (Mt 18,3). Não está a falar da regeneração, mas a propor-nos que imitemos a simplicidade das crianças. [...]

Pode-se realmente considerá-los crianças, àqueles que só conhecem Deus como Pai – que são como recém-nascidos, simples e puros. [...] São seres que progrediram no Verbo, que Ele convida a desligarem-se das preocupações deste mundo, para apenas escutarem o Pai, imitando as crianças. É por isso que lhes diz: «Não vos preocupeis com o dia de amanhã. Basta a cada dia o seu trabalho» (Mt 6,34), exortando-nos a distanciarmo-nos dos problemas deste mundo, para nos dedicarmos apenas ao nosso Pai. Aquele que pratica este mandamento é um verdadeiro recém-nascido, uma criança para Deus e para o mundo, pois este considera-o como ignorando tudo e Aquele como um objecto de ternura.


Evangelho segundo S. Mateus 19,13-15.


Naquele tempo, apresentaram-Lhe, então, umas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas, mas os discípulos repreenderam-nos.
Jesus disse-lhes: «Deixai as crianças e não as impeçais de vir ter comigo, pois delas é o Reino do Céu.»
E, depois de lhes ter imposto as mãos, prosseguiu o seu caminho.

Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Sexta-feira da 19ª semana do Tempo Comum


Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II
Angelus, 6 de Fevereiro de 1994

«O Criador, desde o princípio, fê-los homem e mulher»

Tal como tinha planeado desde o princípio, Deus criou o homem e a mulher à Sua imagem. A Escritura diz: «Deus criou o ser humano à Sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher» (Gn 1,27). É assim importante que compreendamos, no livro do Génesis, esta grande verdade: a imagem de Si mesmo que Deus pôs no homem e na mulher passa também através da complementaridade dos sexos. O homem e a mulher, unidos em matrimónio, reflectem a imagem de Deus e são, de algum modo, a revelação do Seu amor. Não só do amor que Deus nutre pelo ser humano, mas também da misteriosa comunhão que caracteriza a vida íntima das três Pessoas divinas.

Imagem de Deus pode considerar-se, também, a própria geração, que faz de cada família um santuário da vida. O apóstolo Paulo diz-nos que toda a paternidade e maternidade recebem o nome de Deus (Ef 3,15). É Ele a fonte última da vida. Por isso, pode-se afirmar que a genealogia de cada pessoa tem as suas raízes no eterno. Ao gerar um filho, os pais actuam como colaboradores de Deus. Missão verdadeiramente sublime! Não nos surpreendamos, consequentemente, de que Jesus tenha querido elevar o casamento à dignidade de sacramento, e de que São Paulo se lhe refira como um «grande mistério», pondo-o em relação com a união de Cristo com a Igreja (Ef 5,32).

Evangelho segundo S. Mateus 19,3-12.


Naquele tempo, alguns fariseus, para O experimentarem, aproximaram-se d'Ele e disseram-Lhe: «É permitido a um homem divorciar-se da sua mulher por qualquer motivo?»
Ele respondeu: «Não lestes que o Criador, desde o princípio, fê-los homem e mulher,
e disse: Por isso, o homem deixará o pai e a mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois um só?
Portanto, já não são dois, mas um só. Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem.»
Eles, porém, objectaram: «Então, porque é que Moisés preceituou dar-lhe carta de divórcio, ao repudiá-la?»
Respondeu Jesus: «Por causa da dureza do vosso coração, Moisés permitiu que repudiásseis as vossas mulheres; mas, ao princípio, não foi assim.
Ora Eu digo-vos: Se alguém se divorciar da sua mulher excepto em caso de união ilegal e casar com outra, comete adultério.»
Os discípulos disseram-lhe: «Se é essa a situação do homem perante a mulher, não é conveniente casar-se!»
Respondeu-lhes Jesus: «Nem todos compreendem esta linguagem, mas apenas aqueles a quem isso é dado.
Há eunucos que nasceram assim do seio materno, há os que se tornaram eunucos pela interferência dos homens e há aqueles que se fizeram eunucos a si mesmos, por amor do Reino do Céu. Quem puder compreender, compreenda.»

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011


China : dissidente recorda pressão a que esteve sujeito na cadeia


O dissidente artista chinês Ai Weiwei, cujo desaparecimento em Abril causou um enorme clamor internacional, resistiu a uma intensa pressão psicológica nos 81 dias em que esteve preso em local secreto e ainda enfrenta a ameaça de prisão por suposta subversão, disse uma fonte próxima de Weiwei.

No primeiro relato do tratamento dispensado a Ai Weiwei durante a sua detenção desde que foi libertado em Junho, a referida fonte, que não quis ser identificada por temer represálias, disse que o artista, de 54 anos, foi interrogado mais de 50 vezes pela polícia, enquanto esteve detido em dois lugares secretos.

O interrogatório centrou-se no seu suposto papel nos protestos da "Revolução do Jasmim" na China, de inspiração árabe, em Fevereiro, e nos seus escritos que poderiam ser qualificados de subversivos, disse a fonte. O relato contradiz as repetidas declarações do governo chinês de que a detenção de Ai foi baseada em supostos delitos financeiros.

No segundo local, onde Ai Weiwei esteve por 67 dias, o artista famoso pelo trabalho do Estádio Olímpico Ninho do Pássaro, em Pequim, foi vigiado por dois policiais durante 24 horas por dia, que ficavam a centímetros de distância, observando cada movimento seu inclusive enquanto dormia. Ai Weiwei tinha de pedir aos agentes permissão para beber água e usar a casa de banho e não tinha permissão para falar. Quando dormia, era exigido que colocasse as mãos por cima da manta, disse a fonte. "Foi uma pressão psicológica imensa", disse a fonte.

A situação dos direitos humanos é acompanhada com particular atenção pelo Vaticano, que mantém uma relação tensa com a República Popular da China. Recorde-se que o Vaticano e a China não têm relações diplomáticas oficiais desde 1951, data em que a Santa Sé reconheceu Taiwan, situação que se deteriorou ainda mais em 1957, quando a China decidiu organizar a sua própria igreja à revelia de Roma.

Estima-se que existam hoje cerca de 5,7 milhões de católicos chineses, de acordo com dados oficiais, mas estes estão divididos entre a igreja oficial, cujo clero depende das autoridades comunistas, e uma igreja não reconhecida, chamada de "subterrânea", que obedece ao Papa.

Departamento de Informação da Fundação AIS


Evangelho segundo S. Mateus 18,21-35.19,1.


Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?»
Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida.
O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e tudo te pagarei.’
Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o que me deves!’
O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu te pagarei.’
Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia.
Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor.
O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste;
não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?’
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.»
Quando acabou de dizer estas palavras, Jesus partiu da Galileia e veio para a região da Judeia, na outra margem do Jordão.

Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Evangelho segundo S. Mateus 25,1-13.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O Reino do Céu serásemelhante a dez virgens que, tomando as suas candeias, saíram ao encontro do noivo.
Ora, cinco delas eram insensatas e cinco prudentes.
As insensatas, ao tomarem as suas candeias, não levaram azeite consigo;
enquanto as prudentes, com as suas candeias, levaram azeite nas almotolias.
Como o noivo demorava, começaram a dormitar e adormeceram.
A meio da noite, ouviu-se um brado: 'Aí vem o noivo, ide ao seu encontro!’
Todas aquelas virgens despertaram, então, e aprontaram as candeias.
As insensatas disseram às prudentes: 'Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas candeias estão a apagar-se.’
Mas as prudentes responderam: 'Não, talvez não chegue para nós e para vós. Ide, antes, aos vendedores e comprai-o.’
Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o noivo; as que estavam prontas entraram com ele para a sala das núpcias, e fechou-se a porta.
Mais tarde, chegaram as outras virgens e disseram: 'Senhor, senhor, abre-nos a porta!’
Mas ele respondeu: 'Em verdade vos digo: Não vos conheço.’
Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.

Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

Evangelho do Dia (Mt 17,22-27)


Quando os discípulos estavam reunidos na Galiléia, Jesus disse para eles: «O Filho do Homem vai ser entregue na mão dos homens. Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará.» E os discípulos ficaram muito tristes. Quando chegaram a Cafarnaum, os fiscais do imposto do Templo foram a Pedro, e perguntaram: «O mestre de vocês não paga o imposto do Templo?» Pedro respondeu: «Paga, sim.» Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se, e perguntou: «O que é que você acha, Simão? De quem os reis da terra recebem taxas ou impostos: dos filhos ou dos estrangeiros?» Pedro respondeu: «Dos estrangeiros!» Então Jesus disse: «Isso quer dizer que os filhos não precisam pagar. Mas, para não provocar escândalo, vá ao mar, e jogue o anzol. Na boca do primeiro peixe que você pegar, vai encontrar o dinheiro para pagar o imposto. Pegue-o, e pague por mim e por você.»
In facebook

Palavra de Deus


A Palavra de Deus transforma a vida dos que dela se aproximam com fé. Ela nunca se esgota, cada dia é nova. Mas, para que isso aconteça, é necessária uma fé que escuta.
O crente é alguém que escuta. Quem escuta confessa a presença daquele que fala e quer envolver-se nele; quem escuta abre em si um espaço para a presença de Deus na sua vida.
“Deve-se falar ao homem de hoje de forma positiva e encorajadora, dando múltiplas sugestões para lidar com o texto, a leitura espiritual, a oração, a partilha da Palavra. Trata-se, antes de mais, de se abeirar da Palavra, não tanto como depósito de referências dogmáticas ou pastorais, mas como fonte de água viva, na alegre surpresa de ouvir o Senhor no próprio contexto de vida. Trata-se de pôr em acto o círculo hermenêutico completo: crer para compreender e compreender para crer; a fé procura a inteligência e a inteligência abre-se à fé. O episódio de Emaús é um modelo exemplar de encontro do crente com a própria Palavra incarnada (cf. Lc 24, 13-35).Bento XVI”
Escutar e meditar a palavra de Deus como Maria, fazer-se família da palavra do Senhor, é assim que somos alimentados e fortalecidos na caminhada do dia-a-dia e na realização da vontade do Pai. Sem um conhecimento da palavra, dificilmente estamos prontos e preparados para responder a Deus, e ao próximo, urge que nos aproximemos da Igreja pois é nela que está a interpretação da palavra de Cristo, e sem essa aproximação corremos o risco de fazermos uma interpretação errada.
A palavra de Deus na nossa vida precisa de dar fruto, e em cada um de nós que a recebe e acolhe, nasce uma força de amor que nos impulsiona a fazer o bem, como o exemplo de Maria que ao receber a palavra pôs-se a caminho ao encontro de Sua prima prestando lhe auxilio.
Irmãos em Cristo, neste tempo de férias, é um tempo muito propício para irmos ao encontro da palavra de Jesus, não deixemos estes momentos que temos mais livres em vão, mas demos-lhes uma grande utilidade não só para nós mas também para a nossa família acolhendo com todo amor e carinho a palavra da salvação.
Desejo umas férias muito felizes e uma grande experiência com a palavra de Deus, é Nele que encontramos a verdadeira felicidade.
Que as sementes da Graça de Deus se desenvolvam e produzam o fruto da santidade a que todos somos chamados.
Joaquim Dias
Missionário da Comunidade Canção Nova em Portugal

domingo, 7 de agosto de 2011

19º Domingo do Tempo Comum - Ano A


Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia depois bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de Mateus

«Homem de pouca fé, porque duvidaste?»

Os discípulos são de novo joguetes das vagas e uma tempestade semelhante à primeira (Mt 8,24) desencadeia-se sobre eles; mas anteriormente tinham Jesus com eles, enquanto desta vez estão sozinhos e entregues a si mesmos. [...] Penso que o Salvador queria assim reanimar-lhes os corações adormecidos; precipitando-os na angústia, inspirou-lhes um desejo mais vivo da Sua presença e tornou a Sua lembrança constantemente presente no pensamento deles. Por isso não foi imediatamente em auxílio deles. Em vez disso: «de madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar». [...]

Pedro, sempre fervoroso, adiantando-se sempre aos outros discípulos, diz-Lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter Contigo sobre as águas». [...] Ele não Lhe diz: «Ordena-me que caminhe sobre as águas» mas antes «que vá ter Contigo», porque ninguém amava Jesus como ele. E fez a mesma coisa depois da ressurreição: não podendo suportar ir tão lentamente como os outros na barca, deitou-se à água para os ultrapassar e satisfazer o seu amor por Cristo. [...] Descendo, portanto, da barca, Pedro avançou para Jesus, mais feliz de se Lhe dirigir do que de caminhar sobre as águas. Mas, no fim de superar o perigo maior, o do mar, acabou por sucumbir a um menos grave, o do vento. Tal é a natureza humana: muitas vezes, depois de termos dominado os perigos mais sérios, deixamo-nos abater por outros menos importantes. [...] Pedro não estava ainda livre de todo o temor [...] apesar da presença de Cristo perto dele. É que não serve de nada estar ao lado de Cristo se não estivermos próximos Dele pela fé. Eis o que marca a distância que separava o Mestre do discípulo. [...]

«Homem de pouca fé, porque duvidaste?» Se, pois, a fé de Pedro não tivesse enfraquecido, teria resistido ao vento sem dificuldade. E a prova foi que Jesus segurou Pedro, deixando soprar o vento. [...] Da mesma forma que a mãe sustenta, com as suas asas, o passarinho que saiu do ninho antes do tempo, quando ele vai a cair no chão, e o volta a pôr no ninho, assim fez Cristo a Pedro.

Evangelho segundo S. Mateus 14,22-33.


Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos aembarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia asmultidões.
Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão.E, chegada a noite, estava ali só.
O barco encontrava-se já a váriascentenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Aoverem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É umfantasma!» E gritaram com medo.
No mesmo instante, Jesus falou-lhes,dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!»
Pedro respondeu-lhe:«Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.»
«Vem»disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para irter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e,começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!»
Imediatamente Jesusestendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porqueduvidaste?»
E, quando entraram no barco, o vento amainou.
Os quese encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és,realmente, o Filho de Deus!»

sábado, 6 de agosto de 2011

Transfiguração do Senhor – festa


Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Damasceno (c. 675-749), monge, teólogo, doutor da Igreja
Homilia sobre a Transfiguração; PG 96, 545

«'Este é o Meu Filho muito amado' [...] E temos assim mais confirmada a palavra dos profetas» (2Pe 1,17-19)

Hoje é o abismo da luz inacessível. Hoje, no monte Tabor, a efusão infinita do relâmpago divino resplandece diante dos apóstolos. Hoje, Jesus Cristo manifesta-Se como Senhor da Antiga e da Nova Aliança [...]. Hoje, no monte Tabor, Moisés, o legislador de Deus, o chefe da Antiga Aliança, assiste como um servo a seu mestre, Cristo, sendo ele o donatário da Lei. E reconhece o seu desígnio, a que outrora tinha sido iniciado por prefigurações; é o que significa, quanto a mim, ver Deus «por detrás» (Ex 33,23). Agora ele vê claramente a glória da divindade, abrigado «na cavidade do rochedo» (Ex 33,22), mas «esse rochedo era Cristo» (1Cor 10,4), como Paulo expressamente ensinou: o Deus encarnado, Verbo e Senhor [...].


Hoje, o chefe da Nova Aliança, que tinha proclamado Cristo como Filho de Deus ao dizer «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (Mt 16,16), vê o chefe da Antiga Aliança, que está junto do donatário de uma e de outra, e que lhe diz: «Está aqui Aquele que é. Aqui está Aquele de quem eu disse que suscitaria um Profeta como eu (Ex 3,14; Dt 18,15; Act 3,22) – como eu enquanto homem e enquanto chefe do povo novo, mas superior a mim e a toda a criatura, Ele que nos dá, a mim e a ti, as duas Alianças, a Antiga e a Nova» [...]


Vinde então, obedeçamos ao profeta David! Cantemos a nosso Rei, cantemos a nosso Rei, cantemos! «Ele é o Rei de toda a terra» (Sl 46,7-8). Cantemos com sabedoria: cantemos com alegria [...]. Cantemos também ao Espírito «que tudo penetra, até às profundidades de Deus» (1 Co 2,10), ao vermos, nesta luz do Pai que é o Espírito que tudo ilumina, a luz inacessível, o Filho de Deus. Manifesta-se hoje o que olhos de carne não podem ver: um corpo terrestre resplandecente de esplendor divino, um corpo mortal transbordante da glória da divindade. [...] As coisas humanas tornam-se as de Deus, e as coisas divinas, as do homem.

Evangelho segundo S. Mateus 17,1-9.


Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e levou-os, só a eles, a um alto monte.
Transfigurou-se diante deles: o seu rosto resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
Nisto, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele.
Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.»
Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e uma voz dizia da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o.»
Ao ouvirem isto, os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados.
Aproximando-se deles, Jesus tocou-lhes, dizendo: «Levantai-vos e não tenhais medo.»
Erguendo os olhos, os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém.
Enquanto desciam do monte, Jesus ordenou-lhes: «Não conteis a ninguém o que acabastes de ver, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.»

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Evangelho segundo S. Mateus 16,24-28.


Naquele tempo, Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la.
Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida?
Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme o seu procedimento.
Em verdade vos digo: alguns dos que estão aqui presentes não hão-de experimentar a morte, antes de terem visto chegar o Filho do Homem com o seu Reino.»

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011